Tecnólogo, bacharelado e licenciatura: quais as diferenças?

Todo mundo já sabe que ter uma formação de nível superior é imprescindível para quem deseja conseguir uma boa colocação no mercado de trabalho. Nesse sentido, ter em mãos um diploma de licenciatura, bacharelado ou tecnólogo é uma peça-chave na conquista de um bom emprego e da tão sonhada independência financeira.

Você entende a diferença entre essas modalidades? É importante ressaltar que, ainda que todas sejam extremamente vantajosas, elas são diferentes em vários aspectos, como tempo de duração do curso, tipo de diploma e foco da formação.

Neste artigo, abordaremos as principais características de tecnólogo, bacharelado e licenciatura, apontando em quais situações cada formação é mais indicada. Acompanhe!

Tecnólogo

Ao contrário do que muitos imaginam, os cursos tecnólogos são cursos de nível superior reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) — como quaisquer outros de bacharelado e licenciatura — e diferem dos cursos técnicos, que não têm nível superior nem dão direito a um diploma de faculdade, mas sim a um certificado de conclusão de nível médio.

Com foco na prática e com duração de 2 a 3 anos, ou seja, mais curtos dos que os demais mencionados, os cursos tecnólogos formam alunos aptos a exercerem atividades específicas, como gestão de recursos humanos e gestão hospitalar. O diploma de tecnólogo também pode ser usado para prestar concursos públicos e fazer uma pós-graduação.

Todavia, não se deixe enganar pelo nome: essa modalidade não oferece exclusivamente cursos relacionados à área da tecnologia. Atualmente, existem cursos tecnólogos das seguintes áreas, que são oferecidos por instituições de Ensino Superior:

  • informação e comunicação;
  • apoio escolar;
  • gestão e negócios;
  • controle e processos industriais;
  • recursos naturais;
  • produção cultural e design;
  • produção industrial;
  • produção alimentícia;
  • hospitalidade e lazer;
  • segurança;
  • infraestrutura;
  • militar.

Além disso, as graduações tecnológicas correspondem a cerca de 20% de todos os cursos de graduação, sendo ideais para aqueles que buscam uma formação mais técnica, com uma abordagem mais focada na área escolhida e que permita inserção rápida no mercado. O documento de conclusão é o diploma de tecnólogo.

Bacharelado

Esse é certamente o tipo mais tradicional de graduação, correspondendo a cerca de 60% de todos os cursos de nível superior oferecidos no Brasil. Em média, os cursos de bacharelado têm de 4 a 6 anos de duração, proporcionando ao aluno uma formação abrangente.

Isso significa que quem opta por essa modalidade recebe uma boa base teórica e científica, estudando um pouco sobre tudo dentro da área escolhida e adquirindo um conhecimento superficial sobre todos os assuntos relacionados ao campo de atuação.

Enquanto quem se forma tecnólogo está apto para atuar em uma área específica, como mencionamos, o bacharel está habilitado para diversas áreas, podendo se especializar em um determinado campo por meio de pós-graduações, por exemplo.

O bacharelado é ideal para aqueles jovens que ainda não têm o conhecimento necessário sobre como funciona o mercado de trabalho ou que ainda têm dúvidas sobre qual função desejam exercer — o que é algo bastante comum, sobretudo para quem acabou de se formar no Ensino Médio.

Esse tipo de formação permite um contato com as inúmeras áreas de atuação que podem estar contidas em uma profissão. Além disso, por ter um tempo de duração mais longo em relação aos cursos tecnólogos, não exige que o aluno decida sob pressão qual carreira seguir. Interessante, não?

No bacharelado, o documento de conclusão é o diploma de bacharel.

Licenciatura

Os cursos de licenciatura geralmente têm a mesma duração dos bacharelados (4 anos em média) e contemplam grande parte da sua grade curricular. Os profissionais formados nessa modalidade são aptos a atuar como educadores e a dar aulas na educação básica.

Para quem deseja exercer a profissão de professor no Ensino Infantil e nas cinco primeiras séries do Ensino Fundamental, é indicado fazer um curso de Pedagogia. Já para lecionar em turmas do 6º ao 9º anos do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, é necessário cursar licenciatura em um campo específico do conhecimento, como Português, Matemática ou História.

É interessante apontar que esses cursos são oferecidos tanto na modalidade de bacharelado quanto na de licenciatura. Nesses casos, os principais diferenciais entre eles são o tipo do diploma e o foco das disciplinas.

Enquanto um curso de bacharelado em Química, por exemplo, prepara o aluno para atuar em indústrias e fazer pesquisas científicas, não autorizado-o a ministrar aulas na educação básica, o curso de licenciatura em Química prepara para lecionar essa disciplina em escolas.

Por fim, as licenciaturas correspondem a cerca de 20% de todos os cursos de graduação, sendo ideais para quem tem como objetivo seguir carreira como professor, e seu documento de conclusão é o diploma de licenciado.

Formas de ingresso

Agora que você já sabe exatamente o que são os cursos tecnólogos, de bacharelado e de licenciatura, conhecendo também as principais diferenças entre eles, chegou a hora de saber o que é necessário para ingressar em qualquer uma dessas modalidades de formação.

Todas elas são ofertadas por instituições de Ensino Superior, como universidades, faculdades, centros universitários e institutos federais de educação, entre outros.

Para que o diploma obtido ao final da formação seja válido, tanto a instituição como o curso escolhido precisam, obrigatoriamente, ser reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC).

Já a forma de ingresso vai depender da instituição de ensino, podendo ocorrer por meio de vestibular tradicional ou agendado, Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) ou Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Lembre-se também de que, para entrar em qualquer um deles, é obrigatório ter concluído o Ensino Médio.

Como você pode perceber, tecnólogo, bacharelado e licenciatura são três tipos de formações diferentes, cabendo a cada pessoa optar por aquele mais indicado para cada contexto.

Escolha da faculdade

O primeiro passo para o futuro é escolher uma boa faculdade, seja qual for a formação pretendida. Ter uma boa base de ensino é essencial para uma melhor adaptação ao mercado de trabalho.

Agora, vamos dar algumas dicas de como fazer essa escolha. Confira:

Conheça a instituição

O acesso à internet está cada vez mais fácil para todos os públicos. Essa ferramenta é, portanto, uma grande aliada na escolha de uma faculdade. O primeiro passo é fazer uma pesquisa sobre o curso de seu interesse. Os sites de busca vão dar a você uma lista de instituições.

Com os resultados da pesquisa em mãos, entre no site de cada faculdade e busque todo tipo de informação sobre elas, como a nota do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) para o seu curso. Além disso, certifique-se de que a instituição é reconhecida pelo Ministério da Educação.

Avalie a estrutura e o corpo docente

Agora que você já se interessou por uma instituição específica, é hora de, se possível, conhecer a estrutura física dela e analisar se os professores são os mais adequados. Visitar o campus é uma excelente maneira de saber se o lugar é agradável e se a sensação de estudar lá é boa.

Conhecer o ambiente onde você vai estudar é importante para o seu desenvolvimento dentro da faculdade. Cada aluno tem suas próprias preferências — alguns preferem laboratórios mais sofisticados, outros, uma biblioteca com um acervo gigantesco, e por aí vai.

Avaliada a estrutura, é importante saber se ela está sendo bem aproveitada, e isso depende da qualidade do corpo docente. Muitas faculdades disponibilizam em seu site informações sobre a formação dos seus professores. É possível saber, por exemplo, se eles são pós-graduados, mestres ou doutores.

Conheça o investimento em pesquisa e tecnologia

De que adianta ter uma boa estrutura e um excelente corpo docente, se a faculdade parou no tempo? Esse é outro ponto a ser avaliado. O mundo está em constante mudança e as tecnologias e pesquisas estão cada dia mais avançadas.

É importante procurar saber se a instituição que despertou interesse em você está investindo em laboratórios de pesquisa e se os seus equipamentos são de última geração. Caso contrário, você pode não se adaptar ao mercado de trabalho, quando se formar.

Atente para a matriz curricular dos cursos de interesse

Por último, avaliar a grade curricular do curso em que você está interessado é essencial. Quando você escolhe o caminho a ser seguido, já tem uma noção do que pretende aprender e da área em que quer atuar no mercado de trabalho, certo?

Seguindo por essa ótica, avalie a flexibilidade do quadro de horários, se o conteúdo é atualizado regularmente e se há possibilidade de fazer matérias de outros cursos ao longo da graduação. Analise também as matérias optativas e se há aulas práticas.

Independentemente da sua escolha — licenciatura, bacharelado ou tecnólogo —, lembre-se de que é imprescindível optar por uma instituição de ensino séria, que prepare para o mercado de trabalho e lhe possibilite ser um profissional de sucesso e atualizado! Agora que você sabe a diferença entre tecnólogo, bacharelado e licenciatura, é só seguir o caminho que mais lhe interessa.

Sendo assim, que tal conhecer os nossos cursos de graduação, pós-graduação e qualificação profissional? Vamos adorar conversar com você!