Rompendo a zona de conforto: 6 dicas para você sair da casa dos pais

Para muitos jovens, sair da casa dos pais torna-se um dilema. Ao mesmo tempo em que eles querem mais liberdade e autonomia para gerir a própria vida, ficam inseguros em relação a essa nova jornada cheia de responsabilidades.

É realmente uma decisão importante, mas ninguém precisa ficar assustado. Chega um momento em que você terá que voar sozinho. Para que tudo dê certo, a palavra de ordem é planejamento. Isso porque é um processo que envolve gastos e também um preparo psicológico, então é preciso se organizar com antecedência.

Vai fazer faculdade em outra cidade e já está pensando em ter o seu próprio cantinho? Então confira nosso post e fique por dentro de algumas dicas valiosas para essa nova etapa da sua vida!

1. Guarde dinheiro antecipadamente para a reserva financeira

Para sair da casa dos pais, você deve se planejar e fazer uma reserva financeira antecipadamente. Se você já trabalha, guarde uma quantia por mês na poupança, para ficar mais tranquilo com as despesas de morar fora.

Se você não trabalha, pense em alternativas para juntar dinheiro, como fazer doces e bolos para vender, passear com cachorros ou, se possível, arrumar um emprego temporário.

Essa reserva é necessária, principalmente no início, pois você terá que comprar móveis e objetos para casa. A dica é procurar por itens usados. Você pode anunciar na faculdade que está à procura de fogão, sofá, cama etc. e encontrar algum estudante que esteja se desfazendo dessas coisas.

Em sites de compra e venda de usados e até em redes sociais, como o Facebook, você também encontra móveis e outros itens de segunda mão a um bom preço. O importante é pesquisar.

2. Encontre um aluguel que caiba no bolso

O valor do aluguel pode variar bastante, de acordo com as características e localização do imóvel. Por isso, é importante que você pesquise nas imobiliárias da cidade todas as opções para fazer o melhor negócio.

Nessa hora, é necessário ter em mente que talvez você precisará abrir mão do conforto que tinha ao morar com a família. Assim, no início, a alternativa pode ser um imóvel bem pequeno.

Mas atenção: valores muito baixos podem significar que o espaço vai precisar de muitos reparos, então considere a relação custo-benefício. O mesmo vale para a localização. Casas e apartamentos mais afastados podem ser mais em conta, mas veja o quanto você vai gastar com transporte e coloque tudo na balança.

Se não encontrar um valor que caiba no bolso, pesquise nos murais da faculdade se há vagas em repúblicas já montadas. Dividir os custos com outros estudantes é uma ótima alternativa para reduzir as despesas. Sem contar que esses espaços, geralmente, já estão mobiliados e até contam com internet wi-fi. Verifique com cautela quanto você precisa desembolsar por mês e faça as contas para saber se essa é a melhor opção.

3. Saiba de antemão os documentos necessários para alugar um imóvel

Fique atento aos documentos necessários para alugar um imóvel. Em muitos casos, é preciso encontrar um fiador, alguém que tenha uma renda três vezes superior ao valor do aluguel e um imóvel na cidade que não seja sua própria residência.

Algumas imobiliárias dispensam o fiador, mas pedem um depósito antecipado no valor de três aluguéis ou ainda um seguro-fiança, que é o valor de um aluguel e meio ao ano. Pode ser a alternativa para quem não encontra um fiador.

Ao alugar, fique atento à vistoria e veja se reflete a condição da casa ou apartamento. É importante verificar principalmente as avarias, pois, quando você deixar o imóvel, poderá ser cobrado por algum dano que já estava no espaço quando você alugou.

4. Faça um bom planejamento de gastos

Quem nunca morou fora da casa dos pais fica perdido diante das despesas. É importante colocar tudo no papel, para não ter surpresas desagradáveis. Faça uma planilha e coloque os gastos como aluguel, condomínio (se houver), água, luz, celular, alimentação, transporte, mensalidade do curso superior etc.

Desse modo, você consegue se organizar e dar conta de todas as despesas. Considere, ainda, que podem surgir gastos extras, como a compra de um medicamento ou o conserto do notebook, por exemplo.

Se o orçamento estiver apertado, pesquise na instituição de ensino a possibilidade de bolsas e financiamentos.

5. Prepare-se psicologicamente

Até aqui só falamos em gastos e planejamento financeiro, mas é essencial que você e sua família também se preparem psicologicamente. Você não terá contato com eles a todo momento e precisará assumir novas responsabilidades.

Terá que se acostumar a ficar sem a comida da mãe e se virar para preparar as próprias refeições. No começo, será mais complicado, mas, com o tempo, você começa a valorizar essa autonomia. Para os seus pais também será motivo de orgulho ver que o filho consegue viver sozinho.

Além disso, você estará fazendo um curso superior e se preparando para sua carreira. É um passo importante na vida de qualquer jovem: é uma etapa em que você terá que se organizar e dar conta das rotinas de trabalho, faculdade e também das obrigações de casa. Para isso, é só aprender a gerenciar o tempo direitinho e respeitar as prioridades.

Se a saudade da família bater, a tecnologia está aí para aproximar as pessoas, com as conversas por vídeo quando você quiser, até mesmo para pegar aquela dica certeira na hora de fazer o arroz.

6. Combine as regras na hora de dividir a moradia

Se você vai morar com outras pessoas, é importante estabelecer regras claras de convivência. É preciso estipular como será a divisão de tarefas, quem cuidará das contas, qual dia cada um deve dar sua parte nas despesas.

É importante que cada morador cuide do seu canto, não deixando sujeira ou objetos espalhados pela casa. As pessoas devem se respeitar, evitando muito barulho quando alguém precisa estudar, por exemplo.

O uso racional de água e de luz também deve ser uma regra da casa. Assim, não há surpresas com contas altas no final do mês.

Está preparado para sair da casa dos pais? Encare esse desafio e veja como é gratificante ser dono do próprio nariz. Alguns obstáculos vão surgir, principalmente em relação aos gastos, mas saiba que tudo servirá de aprendizado para o futuro.

E você? O que acha da ideia de morar sozinho ou com outros colegas? Ainda tem alguma dúvida? Deixe um comentário neste post!