Planejamento Financeiro: O guia para você se organizar de vez!

 

Não tem jeito: organizar as finanças é mesmo fundamental, especialmente para quem tem planos. Ter um planejamento financeiro é um caminho importante para ter um pouco mais de equilíbrio, conquistar segurança e conseguir realizar sonhos.

Caso contrário, é bem provável que você viva se complicando com o seu orçamento e que acabe cheio de problemas. Ou então, as suas metas e desejos vão parecer sempre distantes, pois você não se planejou para cumpri-los.

O que você acha disso? Que tal aprender um pouco mais sobre o assunto para começar a ter melhores resultados? Confira todo o conteúdo que preparamos e aproveite as dicas!

1. O que é Planejamento Financeiro?

Em poucas palavras, fazer um planejamento financeiro pode ser definido como a capacidade de se organizar para lidar com o seu dinheiro. Isso inclui atividades como analisar o seu orçamento, definir metas e traçar estratégias para alcançá-las. Além disso, é essencial acompanhar os resultados constantemente.

Esse é o tipo de plano que vai permitir que você não comprometa a sua saúde financeira e realize os seus desejos. Sabe aquela viagem de férias tão sonhada ou a sua casa própria? Talvez seja preciso apenas alguns ajustes para que você chegue até lá.

Quem não tem controle do dinheiro que tem normalmente fica mais vulnerável a situações como dívidas, insegurança e insatisfação. Por outro lado, não há desvantagens em cumprir o objetivo de planejar as suas finanças e programar o seu futuro (mesmo que próximo, se você acha melhor viver o presente e não se preocupar tanto a longo prazo).

O planejamento é pessoal e deve se encaixar na realidade de cada um, assumindo os rumos que o indivíduo quiser. O que deve ser evitado ao máximo é o descontrole da vida financeira.

Antes de tudo, é válido fazer uma reflexão para avaliar o contexto que você vive, o quanto ganha, o quanto gasta, o que deseja fazer, se consegue enxugar as suas despesas, se está poupando e investindo etc. Depois é só sistematizar esses dados para ter um plano mais organizado.

2. Quais as principais vantagens dessa prática?

Agora que você já entendeu o que é um planejamento financeiro, resta saber se vale a pena dedicar parte do seu tempo para essa atividade. Afinal de contas, só é possível ter um bom efeito se houver o comprometimento de manter a prática ao longo do tempo e acompanhar os resultados.

Para deixar a programação atualizada, é importante cuidar das pequenas tarefas que devem ser realizadas todos os dias — como controlar a sua movimentação financeira. Para trabalhar a motivação, coloque o seu foco nas vantagens de cuidar desse assunto e aproveite para conferir quais são elas a seguir.

Ter o controle da sua vida financeira

Controlar as suas finanças não é uma questão de ego ou qualquer coisa parecida. Acontece que a falta dessa gestão é capaz de trazer sérios prejuízos para a sua vida, como já falamos. Logo, é bem melhor garantir o comando para evitar qualquer estresse.

A partir disso, suas decisões serão facilitadas e dificilmente você deve cair em uma enrascada, a não ser que se desorganize novamente. Sem contar que ser financeiramente independente e organizado pode levá-lo muito mais longe.

Adquirir melhores hábitos de consumo e qualidade de vida

Não há razão para passar a vida toda consumindo sem consciência. É claro que nos damos o direito de gastar com algumas besteiras de vez em quando, mas precisamos valorizar o nosso dinheiro, certo?

O primeiro passo para adquirir melhores hábitos é ter um planejamento que vai fazer com que você consiga visualizar a sua situação financeira em cada fase, definir suas possibilidades de compra e o que você quer fazer com a sua renda. Isso vai resultar em uma maior estabilidade, segurança e qualidade de vida.

Poder conquistar seus sonhos e objetivos

Todo mundo tem sonhos para serem conquistados, não é mesmo? Mesmo que seja bem lá no fundo, se uma pessoa parar para pensar ela vai encontrar pelo menos um desejo que gostaria de realizar.

Normalmente, é isso que nos move para acordar todos os dias, trabalhar e superar os obstáculos da vida. O ponto é que boa parte dos nossos objetivos envolvem algum gasto financeiro.

Por mais que a intenção não seja acumular bens materiais, muitas vezes é necessário se organizar financeiramente para alcançar uma meta — é o caso de matar as saudades de alguém que está longe, conhecer um lugar incrível, fazer um curso interessante ou viver experiências diferentes.

Sobreviver às crises financeiras

Ninguém quer passar um grande sufoco financeiro e ficar sem ter dinheiro para pagar as suas contas básicas, concorda? Para que isso não aconteça, o seu planejamento deve incluir a eventualidade de um fato imprevisto que afete a sua renda.

Isso quer dizer que é necessário pensar em possibilidades como perder o emprego ou um contrato de aluguel, por exemplo. Assim como um trabalhador do campo sabe que uma forte chuva ou um clima muito seco são capazes de atrapalhar a sua produção, você precisa se preparar para passar por um momento difícil.

Mesmo que a crise não dure muito tempo e logo você encontre uma saída, com certeza é importante ter uma segurança para sobreviver nesse período. Como vivemos altos e baixos, o tempo de prosperidade serve para fazer a reserva que será utilizada na época das “vagas magras”.

É quase o mesmo princípio dos planos de saúde ou de pagar um seguro para o seu carro. Não vivemos esperando passar por uma doença grave ou bater o carro ao virar a próxima esquina. Porém, como tudo pode acontecer, é bem melhor estar prevenido.

3. Como fazer um planejamento financeiro eficaz? 8 passos para você seguir

Depois de conhecer os principais benefícios do planejamento financeiro, é hora de entender como colocar essa ideia em prática! Não pense que apenas controlar a sua conta bancária é o suficiente, pois várias atitudes vão ajudá-lo nessa missão. Descubra abaixo alguns passos que você deve seguir para se sair bem.

3.1. Acompanhe as entradas e saídas diariamente

Acompanhar de perto o que acontece com a sua renda é uma das principais coisas com que você precisa se preocupar. Saber exatamente o quanto entra e sai de dinheiro é primordial para organizar a sua vida de forma que ela “caiba” no seu orçamento.

Para tanto, não basta conhecer o valor do seu salário ou das suas maiores despesas. Tudo o que você ganha e gasta importa para fazer o seu controle financeiro pessoal. O que pode ser diferente é o jeito de lidar com esses valores, já que cada um tem as suas preferências.

Atualmente, uma maneira bem prática de estruturar o seu fluxo de caixa é fazendo anotações em um aplicativo específico para isso. Como a maioria das pessoas está sempre com um smartphone por perto, fica fácil cumprir essa tarefa — inclusive, dividindo em categorias para que a organização fique ainda melhor.

3.2. Compre somente o necessário

Sabendo do seu custo de vida, a etapa seguinte é começar a repensar os seus hábitos de consumo para conseguir alcançar os seus objetivos. Poupar dinheiro é fundamental não só para realizar planos no futuro como para ter um pouco mais de segurança no dia a dia. Por exemplo, emergências acontecem e muitas vezes geram gastos imprevistos.

Portanto, é interessante controlar o seu consumo para comprar primeiro o que é necessário e depois avaliar com prudência quais “extravagâncias” podem ser feitas. Como as pessoas têm realidades diferentes, essa é uma análise pessoal e delicada.

Depois de chegar em um valor mínimo para a sua sobrevivência, considere a necessidade de reservar uma porcentagem da sua renda e também de realizar algumas das suas vontades momentâneas (como fazer compras, sair para jantar ou gastar com o seu lazer).

Mesmo assim, procure ser sempre muito consciente ao tomar essas decisões para não extrapolar os seus planos. Evite, principalmente, consumir por impulso.

3.3. Compare preços

Economizar não significa somente deixar de comprar, mas gastar da melhor forma. O nosso dinheiro é resultado de muito esforço e isso é valioso. Logo, aprenda a comparar os preços de tudo o que você consome para manter o controle das suas despesas.

Um exemplo clássico para isso é o supermercado. Normalmente, compramos os itens de nossa necessidade sem pesquisar tanto, talvez apenas observando as diferenças de preço entre as marcas que oferecem um mesmo produto. Porém, fazer as compras do mês requer estratégia.

Uma situação comum: em alguns lugares os valores dos produtos de limpeza são mais atrativos, enquanto os alimentos são mais caros. Estabelecimentos como supermercados, farmácias, padarias e outros fazem isso para ganhar uma margem maior em alguns produtos.

Sendo assim, comece a reparar nessa questão antes de finalizar as suas compras. Até quando for comprar pela internet, nunca decida antes de comparar preços e avaliar o custo-benefício de cada opção.

3.4. Tenha cuidado ao usar o cartão de crédito

Embora muita gente consiga viver bem sem ele, não há dúvidas de que o cartão de crédito oferece facilidades — como a oportunidade de parcelar certas compras. O grande detalhe é saber fazer um bom uso dessa ferramenta.

Poder comprar e ter que pagar só quando chegar a fatura não deve causar uma falsa impressão. Se você passa por esse tipo de tentação, uma boa ideia é estabelecer um limite condizente com a sua renda. Aliás, o controle financeiro é indispensável para quem usa essa alternativa de crédito, já que saber o quanto você pode gastar é uma premissa básica para não acabar endividado.

Uma outra dica é explorar os benefícios de utilizar o seu cartão. Fique atento a fatores como anuidade, desconto, pontos acumulados e outras possíveis vantagens. E claro: cuidado com os juros e com as datas de vencimento.

3.5. Dê prioridade para pagar à vista se tiver descontos

O pagamento à vista com desconto é como uma chance de adquirir um produto ou serviço por um preço menor. Ou seja, pagar um pouco menos e economizar essa porcentagem, o que é tipo unir o útil ao agradável. Além do mais, você evita criar parcelas de dívidas para os próximos meses.

Sempre que puder, pergunte sobre os benefícios de pagar à vista a sua compra, considerando ainda as diferenças entre dinheiro e cartão de débito ou crédito. Não tenha medo ou vergonha de negociar, pois os bons negociadores costumam conseguir condições mais favoráveis!

3.6. Defina metas financeiras e acompanhe mensalmente

Construir um planejamento financeiro é pensar no presente e no futuro — ainda que o seu horizonte de tempo não seja tão longo. Algumas pessoas pensam na aposentadoria, outras na faculdade dos filhos e há quem só queira se planejar para as próximas férias.

Independentemente disso, o fato é que definir metas faz parte de uma vida mais organizada e próspera. Quando você tem um sonho, vale a pena determinar uma estratégia para alcançá-lo e se comprometer a segui-la.

Já pensou que a economia de ficar um fim de semana mais tranquilo em casa é capaz de possibilitar outras conquistas? Uma economia de dois reais por dia significa economizar 60 reais no mês inteiro e ao final do ano serão 720 reais a mais para você.

De maneira semelhante, outras diversas pequenas mudanças podem gerar um impacto considerável para a realização dos seus planos. Então, pense bastante e estabeleça os seus objetivos, sem esquecer de acompanhar a sua evolução nesse caminho para pontuar os ajustes que deverão ser feitos.

3.7. Viva de acordo com a sua condição financeira

A nossa condição financeira é o que determina o quanto podemos gastar, poupar ou investir, não é verdade? Pelo menos deveria ser assim, especialmente para quem não quer contrair dívidas.

Essa é uma das maiores vantagens de ter as finanças organizadas e saber qual é o seu verdadeiro padrão de renda. Não adianta querer viver uma vida de luxo se o seu orçamento não permite isso. Só que você só descobre os seus limites quando passa a ter uma visão objetiva do seu próprio dinheiro. A partir de então, estrutura os seus gastos de acordo com as suas prioridades.

Afinal, as pessoas valorizam coisas bem diferentes e isso influencia muito no quanto cada um está disposto a pagar por elas. A questão é que nem todas estão atentas a isso em suas rotinas.

3.8. Comece a estudar sobre investimentos

Essa última dica não é uma recomendação para você se tornar um mestre da área financeira, no entanto, entender mais sobre investimentos pode ajudar bastante. Há quem fique preso na ideia de que investir é uma atividade de quem tem muito dinheiro, o que não é verdade.

O desafio é aprender a ganhar mais não só com o seu trabalho, mas buscando rendimentos atrativos. Para começar, pesquise conteúdo especializado nesse tema, assista a vídeos, converse com as pessoas, faça cursos, leia livros e outros materiais. Buscar informação é o primeiro passo para descobrir como lidar com o seu dinheiro para ter melhores resultados.

4. [BÔNUS] 4 erros mais comuns do controle financeiro pessoal

Por fim, uma outra forma de colocar as suas finanças em ordem é evitando erros comuns que comprometem o seu controle. Quem vive uma rotina corrida provavelmente sabe que é preciso redobrar a atenção para não manter hábitos prejudiciais ou cair em tentações.

Veja quais são as nossas sugestões para você se livrar de determinados comportamentos.

4.1. Não estabelecer prioridades

Talvez você tenha recursos para fazer a maioria das coisas que deseja, já que a sua renda é maior dos que os seus custos fixos. Acontece que quando essa “sobra” é direcionada para gastos cotidianos e sem tanto valor, os seus sonhos continuam distantes de alcançar.

Por exemplo, ao gastar o seu dinheiro em roupas e lazer todo mês, fazer uma viagem de férias pode ser um plano inviável. Até mesmo os pequenos gastos influenciam no resultado final — sabe aquela história que de grão em grão a galinha enche o papo? Então, de pouco em pouco o seu bolso é que pode ser esvaziado.

Diante disso, é imprescindível estabelecer prioridades para a sua vida. Além de criar metas que você pretende cumprir a curto, médio e longo prazo, pense também no que é prioritário para a sua sobrevivência (ou seja, não gaste o dinheiro do aluguel ou de qualquer outra coisa importante).

Ao saber o quanto você pode gastar e quais itens estão no topo da sua lista preferencial, fica muito mais fácil se organizar para não sair da linha sem nem perceber.

O mesmo truque vale para as compras superficiais, aquelas que não são exatamente necessárias. Faça uma lista de tudo o que você está querendo comprar e todos os dias pense sobre cada um dos itens que adicionou. Será que agora não é hora de trocar um eletrodoméstico em vez de comprar mais uma peça de roupa? Procure equilibrar as suas vontades com as suas necessidades.

4.2. Não fazer os registros de suas movimentações

Outro método para evitar desperdícios recorrentes é registrar todas as movimentações financeiras que você faz. Isso inclui desde os valores altos (moradia, contas mensais etc.) até o chocolate que você compra depois do almoço na padaria.

Esse é o jeito mais fácil de não se descontrolar, já que você sempre vai ter uma clara noção das suas finanças. Muitas vezes, a dificuldade em economizar é justamente por não ter ideia para onde o seu dinheiro vai.

Por essa razão, é melhor assumir a administração da sua renda e apostar no monitoramento dela. Nesse caso, a dica é não confiar apenas na sua memória e fazer um registro real de todo valor que entra e sai.

Aproveite para utilizar as ferramentas digitais (como softwares e aplicativos) ou, se preferir, aposte no bom e velho papel com caneta. O mais importante é que nada passe despercebido e que você siga esse compromisso diariamente.

4.3. Gastar mais do que você tem

Esse é um erro clássico e extremamente perigoso. O problema é que a falta de planejamento financeiro causa esse tipo de coisa, porque a pessoa nunca sabe o quanto ela pode ou deve gastar.

Então, chega um dia do mês em que o orçamento fica apertado e os gastos não acompanham o saldo de dinheiro. As duas consequências mais prováveis são: o endividamento ou o impacto na qualidade de vida.

Quem nunca escutou uma história de alguém que teve que cortar até as refeições no final do mês? Na maior parte das vezes, isso é o resultado da desorganização financeira. O equilíbrio passa a existir quando você conhece bem as suas finanças e adéqua os seus gastos.

Se você tem uma tendência consumista, uma solução é reservar uma quantia logo que receber o seu salário ou qualquer outro tipo de remuneração. De preferência, coloque essa reserva em um local que não seja a conta que você movimenta no dia a dia para não ficar tentado a gastar.

4.4. Consumir sem necessidade

Você é do tipo que adora uma compra nova e aproveita uma promoção mesmo sem precisar daquele item? Ou faz parte do perfil que nem olha a fatura do cartão de crédito? Consumir sem ter necessidade é outro hábito que não contribui para a sua saúde financeira.

Isso vale para todos os âmbitos: roupas e acessórios, equipamentos tecnológicos, alimentação, beleza e estética, entre tantos outros. O ideal é fazer uma revisão do que é necessário e do que está dentro dos seus planos para evitar os supérfluos, tomando decisões mais conscientes e inteligentes.

A verdade é que não existem tantos segredos ou uma fórmula de sucesso que funcione para todos. O seu planejamento financeiro vai depender muito da sua organização e disposição para fazer dar certo. Criar um plano e não segui-lo vai deixá-lo no mesmo lugar em que você já está. Isto é, saia da zona de conforto e tome atitude para ter resultados diferentes!

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