O guia definitivo dos tipos de carreira para recém-formados

Você sabia que conhecer os diferentes tipos de carreira é uma das principais estratégias para conquistar as melhores oportunidades de trabalho? Afinal, ao descobrir as diversas áreas de atuação, é possível determinar qual caminho seguir e, então, montar um plano de carreira eficiente e objetivo para alcançar todas as suas metas.

Além disso, você entra em contato com uma série de possibilidades que não foram apresentadas durante a graduação. O resultado é muito simples e benéfico: a ampliação dos seus horizontes profissionais, a possibilidade de expandir sua rede de contatos e, consequentemente, o alcance de boas colocações no mercado.

Para garantir que você conquiste todas as vantagens de escolher o melhor tipo de carreira para sua vida profissional, preparamos este conteúdo com todas as informações sobre o assunto. Aproveite para anotar as nossas dicas e começar a construir um plano de ação eficiente e coerente com seus objetivos. Boa leitura!

Quais são os tipos de carreira existentes?

Quando saímos da graduação, desejamos encontrar as melhores oportunidades do mercado. Nos inspiramos em profissionais renomados e almejamos o sucesso, reconhecimento e satisfação que eles têm, não é mesmo? Mas ao analisar o êxito de colegas, muitas vezes nos esquecemos a trajetória que os levaram até lá.

O primeiro passo para garantir sucesso na carreira é conhecer quais são as possibilidades de trabalho, isto é, os diferentes caminhos que podemos tomar para alcançar nossos objetivos e metas profissionais. Se você ainda não sabe, elas vão muito além da relação empregatícia entre chefe e funcionário.

Com as transformações tecnológicas e o desenvolvimento econômico mundial, novas carreiras surgiram e criaram oportunidades para os profissionais. O maior exemplo dessa mudança é a carreira acadêmica: hoje, pesquisadores e professores são colaboradores essenciais para o desenvolvimento do mercado.

Afinal, por meio de pesquisas e investigações os trabalhadores expandem as suas possibilidades de atuação e, claro, alimentam as oportunidades no mercado. Consequentemente, temos profissionais mais engajados e dispostos a ampliar seus horizontes e se destacar em áreas emergentes.

Para além da carreira acadêmica, existem diversas outras que oferecem boas possibilidades de atuação. Não sabe quais são elas? Não se preocupe, nos próximos tópicos explicamos cada uma delas. Confira!

Carreira tradicional

Também chamada de burocrática, a carreira tradicional é caracterizada pela divisão formal do trabalho. Aqui, encontramos atuações que apresentam hierarquias bem determinadas com uma grande centralização do poder, bem como leis e códigos que são seguidos por toda a cadeia de colaboradores.

É por isso que a chamamos de tradicional: esse modelo foi construído há diversos anos e era, para muitos trabalhadores, sinônimo de um trabalho estável e muito eficaz. Vale ressaltar que ela também é sustentada pela promoção e meritocracia, fazendo com que os colaboradores que mais se destacam tenham melhores oportunidades dentro da empresa.

Com isso, a carreira tradicional é marcada pelo grande sistema de benefícios e recompensas, tendendo a apresentar um aumento de salário conforme o trabalhador sobe de cargo. Indo mais além, o sistema meritocrático desse modelo depende de habilidades específicas de cada colaborador, valorizando aqueles que apresentam ensino superior completo e especialização, como MBA ou pós graduação.

Carreira multidirecional

Você já percebeu que muitas vezes desejamos coisas ambíguas? Por exemplo, é comum escutarmos jovens falando sobre suas ambições no futuro: querem ser médicos, professores e chefs de cozinha. Essas três profissões são totalmente distintas uma das outras, certo?

Isso acontece porque, ao longo do nosso desenvolvimento, não nos preocupamos com a qualidade do mercado de trabalho, e sim em satisfazer o nosso desejo de conquistar algo e ser reconhecido por fazer o que gostamos. É justamente essa complexidade de gostos e pensamentos que possibilita a carreira multidirecional.

Diferentemente da tradicional, essa modalidade é desenvolvida a partir de uma rede em que você pode descobrir diversos campos da sua área de trabalho. Partindo para uma explicação prática, podemos pensar nos trabalhos em startup. Nesse segmento, os colaboradores podem caminhar por diferentes campos de atuação, trabalhando como customer success, endomarketing e analista de vendas, por exemplo.

A palavra-chave dessa carreira é o questionamento. A cada instante, os profissionais questionam-se se estão satisfeitos com a sua situação atual e buscam outras ações que podem auxiliar no alcance dos seus objetivos, transformando seu foco de atuação. Para quem gosta de flexibilidade e dinamismo no ambiente de trabalho, essa é a escolha certa.

Carreira empreendedora

No último tópico falamos sobre flexibilidade e dinamismo, dois fatores que também estão presentes na carreira empreendedora. Aqui, os profissionais trabalham para construir a sua própria oportunidade de negócio a partir das possibilidades do mercado, encontrando formas de crescimento diferenciadas das outras empresas.

O estudo, planejamento e execução são essenciais para quem quer seguir a carreira empreendedora. Isso porque é fundamental conhecer bem a sua área para conseguir identificar lacunas, estruturar o um plano de ação e colocá-lo em prática de maneira efetiva para se destacar em um mercado tão concorrido.

Não é à toa que existem diversos cursos de especialização sobre empreendedorismo, auxiliando os profissionais que querem se tornar donos do próprio negócio a desenvolver uma visão inovadora e mais dinâmica — tanto em relação ao mercado quanto ao seu estilo de trabalho.

Carreira sociopolítica

A carreira sociopolítica é uma área de trabalho que vai muito além da política que conhecemos: ela é caracterizada pelas relações sociais que os profissionais estabelecem em seu ambiente de trabalho. Isso quer dizer que os trabalhadores utilizam tais interações como instrumento principal de atuação.

Não podemos negar que, para qualquer profissão, ter um bom retorno e desenvolver as habilidades sociais são ações imprescindíveis. No entanto, quem opta por seguir essa carreira deve, necessariamente, trabalhar por meio dessas competências, visto que são elas que garantirão as melhores oportunidades no mercado.

Aqui, encontramos o trabalho político, ações do terceiro setor, profissões que lidam diretamente com a comunidade e organizações familiares. Cada uma dessas áreas demanda uma formação específica, mas tem como base as relações interpessoais e as habilidades sociais do profissional.

Carreira acadêmica e de pesquisa

No início do conteúdo falamos um pouco sobre a carreira acadêmica, mas não poderíamos deixar de nos aprofundar nessa área de atuação. O profissional que investe o seu tempo em pesquisa e investigação lida diretamente com as inovações do mercado, explorando e descobrindo novas formas de trabalho que outros colegas podem adotar.

Além da atuação em universidades e grupos de pesquisa, você também pode ser contratado como pesquisador para uma empresa, desenvolvendo recursos exclusivos para aquela organização. Assim, você a auxilia a alcançar as melhores vantagens competitivas do mercado e, claro, conquista as melhores oportunidades dentro da empresa.

Baseado no nível de conhecimento, esse trabalho também envolve as habilidades sociais dos profissionais. Isso porque o marketing boca a boca e uma boa rede de contatos permite a conquista de melhores oportunidades, tanto dentro da academia quanto em organizações mais especializadas.

Para quem quer começar a trabalhar na área, a melhor forma é iniciar uma pós-graduação stricto sensu, ou seja, investir em um mestrado e doutorado para ter uma boa especialização. Consequentemente, você entrará em contato com outros pesquisadores, ao mesmo tempo em que poderá aprimorar seus conhecimentos e habilidades, auxiliando-o a encontrar as melhores possibilidades de trabalho nesse meio.

Carreira de conhecimento proprietário

Para concluir os diferentes tipos de carreira que existem, precisamos falar sobre o conhecimento proprietário. Talvez essa seja a modalidade mais diferente das outras, pois envolve um trabalho muito segmentado: o conhecimento útil específico para uma empresa, serviço ou produto.

Imagine que você faz parte de uma organização e os líderes decidem investir em uma nova tecnologia para aprimorar o negócio e o funcionamento do trabalho dos colaboradores. Então, os donos dessa inovação chegam na sua empresa e oferecem workshops e cursos para que todos possam aprender a mexer com os novos softwares.

É justamente esse trabalho e formação que caracteriza o conhecimento proprietário. Alguém, de outra empresa, que tem o conhecimento sobre determinado aspecto que uma organização precisa e o oferece como serviço. Assim, em vez de os colaboradores aprenderem sobre uma linguagem de programação para criar seu novo software, eles apenas descobrem como lidar com o próprio produto.

Além disso, não é preciso focar apenas em inovações tecnológicas  consultores e analistas de Recursos Humanos, por exemplo, trabalham diretamente com o conhecimento proprietário, assim como profissionais que realizam patentes e trabalhadores da segurança digital.

Quais os níveis dentro dessas carreiras?

Até aqui, você pôde conhecer os diferentes tipos de carreira que existem e qual a importância de focar em uma delas para garantir as melhores oportunidades no mercado. No entanto, o nosso conteúdo não estaria completo se não falássemos sobre os diversos níveis que existem dentro dessas atividades.

Afinal, cada função apresenta uma exigência diferente, assim como formas de atuação distintas. Quer um exemplo? O mais clássico deles é a diferenciação entre os líderes e os colaboradores em uma empresa formal. De maneira geral, o líder assume uma postura mais gerencial, enquanto os colaboradores trabalham em nível técnico.

Cada tipo de carreira apresenta um nível de especialização e especificação de trabalho, fazendo com que seja importante conhecê-las para, então, começar a construir a sua jornada de maneira consolidada e bem-sucedida.

Por isso, separamos nos tópicos a seguir os quatro diferentes níveis hierárquicos para que você possa escolher o seu caminho profissional com segurança, determinando seus objetivos com facilidade e iniciando seu plano de carreira. Acompanhe!

Operacional

O trabalhador operacional não demanda um grande nível de especialização, apresentando funções mais práticas e menos específicas em diferentes esferas do mercado. Via de regra, cursos e workshops disponibilizados pela própria empresa contratante são suficientes para realizar todas as suas atividades cotidianas.

Aqui, encontramos profissionais que atuam com linha de montagem e produção de determinado produto, vendedores de lojas e atendentes de maneira geral. Apesar de não exigem um alto grau de especialidade para sua realização, esses são trabalhos indispensáveis para o andamento dos negócios.

Especialista

O nível especialista é o oposto do operacional: os trabalhadores precisam ter uma boa especialização na sua área para tornar suas habilidades distintas no mercado. O mais indicado para conquistar sucesso sendo um especialista é realizar uma boa pesquisa em empresas para conferir quais competências estão com elevada demanda e, então, investir no seu desenvolvimento.

Além disso, manter a sua formação constante com cursos, palestras, pesquisas e workshops é uma ação indispensável para quem quer destaque como especialista. Isso porque essas atividades aprimoram cada vez mais o seu conhecimento e desenvolvem habilidades que podem destacar o seu trabalho no meio da concorrência.

Seguindo a lógica do exemplo anterior, aqui encontramos os engenheiros de produção, que têm um nível técnico e específico da linha de montagem, mas não trabalham diretamente no chão de fábrica. Peritos e pesquisadores também fazem parte dessa modalidade e são bem reconhecidos no mercado.

Gerencial

O trabalho gerencial alinha tanto atividades operacionais quanto habilidades específicas. Aqui, o grau de especialização não é uma demanda indispensável, mas o domínio de conhecimento sobre sua esfera de trabalho é importante e muito valorizado pelas organizações.

Como você já deve imaginar, quem trabalha no nível gerencial são os próprios gerentes de uma empresa ou de órgãos do setor público. Assim, eles lidam diretamente com o engajamento das suas equipes de trabalho e precisam aprimorar suas competências de liderança e comunicação para motivar seus colaboradores.

Indo mais além, o trabalho gerencial tem relação direta com a carreira empreendedora, já que muitos empresários e microempreendedores precisam desenvolver habilidades gerenciais para alcançar melhores resultados, bem como para criar um ambiente de trabalho amigável e mais colaborativo entre os colaboradores.

Executivo

O nível executivo é aquele que demanda o maior grau de especialização entre os trabalhadores. Isso porque esses profissionais são responsáveis pela execução de atividades administrativas que impactam diretamente o desenvolvimento da empresa. Normalmente, os cargos desse nível têm relação direta com o trabalho dos gestores e especialistas.

Como exemplo, podemos pensar no CEO ou diretor executivo de uma empresa. Representante de uma autoridade na hierarquia operacional, ele desenvolve estratégias de ação dentro da organização, bem como mantém e aprimora a visão de todas as equipes para mantê-las associadas com os princípios e valores organizacionais construídos em conjunto.

Além disso, a demanda por um CEO que apresente habilidades interpessoais aprimoradas é alta no mercado, pois as empresas precisam de um executivo que saiba como lidar com seus colaboradores, clientes, fornecedores, parceiros e até concorrentes, mantendo uma boa imagem da própria empresa no mercado de trabalho.

Como definir o tipo e nível de carreira a seguir?

Agora que você já conhece tudo sobre os tipos de carreira e seus diversos níveis, surge a grande questão: “o que é preciso ser feito para defini-los e começar a trilhar um caminho profissional de excelência?”. Pois saiba que existem diversas ações que você pode realizar para determinar sua atuação profissional!

Afinal, são muitas as atividades que podem garantir o alinhamento das suas ambições com as melhores oportunidades do mercado. Para que tudo ocorra bem e a evolução da sua carreira aconteça da melhor forma possível, separamos as melhores dicas que o ajudarão a determinar qual caminho seguir. Acompanhe!

Planeje-se e organize-se

O primeiro passo para garantir uma carreira de destaque é o planejamento. Sem ele, é difícil considerar todas os seus objetivos e montar um plano de trabalho coerente com aquilo que você busca, não é mesmo? É por isso que ele precisa contemplar não só as suas metas, como também todos os passos que você deve tomar para alcançá-las.

Por exemplo, se o seu objetivo é trabalhar em uma empresa reconhecida no mercado e ascender profissionalmente, a primeira etapa do seu planejamento é a pesquisa. Conhecer quais são as organizações que oferecem essa possibilidade, assim como as habilidades que eles demandam de seus profissionais, já oferece uma série de ações para serem adotadas, como cursos e especializações.

Conheça as tendências do mercado

Uma vez que você já realizou o seu planejamento e sabe quais passos precisam ser seguidos para alcançar o sucesso, é preciso entender quais são as tendências que as empresas seguem atualmente. Isso faz com que seja mais fácil determinar o tipo de carreira e o nível que você poderá adotar em seu trabalho.

Por exemplo, se você optar pela tendência empreendedora, investir seu esforço no nível operacional não é a melhor escolha, já que ele não oferece o campo de trabalho necessário para se tornar empreendedor. Consequentemente, estudar sobre os níveis especialista e executivo pode ajudar no desenvolvimento de conhecimento e habilidades fundamentais para gerir seu próprio negócio e ter um bom retorno financeiro.

Crie uma boa rede de contatos

Outro fator indispensável para determinar o tipo de carreira é ter uma boa rede de contatos. Em um primeiro momento, esse networking oferecerá um excelente campo de pesquisa, possibilitando o contato com diversos profissionais que já atuam na área. Assim, você pode conversar sobre as demandas do mercado e as oportunidades que as empresas estão oferecendo no dia a dia.

Indo mais além, essa rede de contato será um excelente recurso, uma vez que você já determinou qual carreira quer seguir. Afinal, é por meio dela que você poderá encontrar novas possibilidades de atuação, bem como trocar ideias, experiências e aliar-se parceiros seguros e confiáveis.

Reavalie seus resultados com frequência

A última dica que compartilhamos com você é uma das mais importantes: reavalie a sua carreira e os resultados obtidos com regularidade. Fazer uma boa análise do caminho percorrido garante uma série de vantagens, como:

  • compreender como está o funcionamento do mercado atual;
  • descobrir quais habilidades precisam ser desenvolvidas para conquistar mais reconhecimento;
  • reduzir o medo de mudar de cargo e enfrentar novos desafios do mercado de trabalho — algo necessário para o bom crescimento dentro de uma empresa;
  • perceber a necessidade de realizar novos cursos de especialização para refinar seu conhecimento;
  • garantir a possibilidade de aumentar o salário.

A transformação profissional é uma variável muito comum para os trabalhadores, sobretudo aqueles que desejam exercer suas atividades em empresas já consolidadas. Por isso, reavaliar os seus objetivos, analisar tudo o que foi conquistado e o que ainda está por vir é uma ação que aprimora o seu planejamento e o auxilia no alcance de melhores resultados.

O que o mercado espera dos profissionais formados?

Ao longo deste conteúdo, frisamos a importância de conhecer as demandas do mercado para o profissional do futuro. Afinal, conhecer o que as empresas procuram de seus colaboradores é uma das melhores formas de iniciar o seu planejamento de carreira a fim de conquistar resultados cada vez mais coerentes com seus objetivos.

Então, o que realmente as organizações procuram e desejam que seus colaboradores apresentem para as equipes e líderes? Para responder essa pergunta, é fundamental ter em mente que cada empresa apresenta características próprias e, então, buscam habilidades específicas em seus trabalhadores.

No entanto, é possível criar um panorama geral, ou seja, competências que são comuns em diversas carreiras — tanto tradicionais quanto multidirecionais, empreendedoras e acadêmicas, por exemplo. Com elas, o colaborador conquista bons resultados, consolida uma atuação de sucesso e aprende a:

  • determinar metas pessoais e coletivas;
  • ter engajamento com outros colaboradores e equipes, criando uma boa rede dentro e fora da empresa;
  • ser proativo e colaborativo, trabalhando bem em equipe;
  • montar parcerias com outros profissionais da área, ampliando o networking da própria organização;
  • investir constantemente em especializações e cursos para aprimorar seus conhecimentos;
  • pensar de forma analítica e entender o posicionamento das críticas e feedbacks;
  • desenvolver habilidades de comunicação e relações sociais saudáveis;
  • saber quais são seus objetivos pessoais e profissionais para estruturar o seu plano de carreira.

Um profissional bem-sucedido não é aquele que apresenta uma longa carreira com décadas de experiência, mas aquele que sabe onde quer chegar e busca todas as ferramentas necessárias para alcançar seus objetivos.

Para isso, é fundamental conhecer os diferentes tipos de carreira que o mercado oferece, bem como seus níveis, e entender qual delas é a ideal para o seu desenvolvimento, buscando cursos e especializações para garantir as melhores oportunidades.

E então, quer saber mais sobre como se especializar e alcançar as melhores colocações no mercado de trabalho? Entre em contato conosco e descubra quais são os cursos que podem alavancar sua carreira!

Conheça 6 grandes arquitetos brasileiros que fizeram história

A Arquitetura é uma das profissões em alta no mercado, e quem ainda não sabe se quer mesmo seguir essa carreira pode se inspirar em grandes arquitetos brasileiros, que deixaram sua marca registrada em trabalhos por todo o país e no exterior.

Quer conhecer melhor alguns dos nomes que são referências nessa área e suas obras? Não deixe de conferir este post e descubra como é possível ter sucesso ao estudar Arquitetura! Boa leitura!

1. Oscar Niemeyer

É impossível fazer uma lista de grandes arquitetos brasileiros sem destacar o carioca Oscar Niemeyer, formado pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, em 1934. Ele é um ícone da arquitetura moderna, além de ser reconhecido mundialmente por conta da liberdade criativa de suas obras.

Ele apresentou uma linguagem com formas novas, explorando os espaços vazios, o branco, o concreto armado e a geometria biomórfica, servindo de referência para gerações de arquitetos.

Não é à toa que recebeu, inclusive, o convite da Organização das Nações Unidas (ONU) para participar da comissão que definiria os planos para a sede da entidade em Nova Iorque. Seu nome assina, ainda, junto ao urbanista Lúcio Costa, o projeto de Brasília, de 1960.

Outras obras de destaque de Niemeyer são:

  • Conjunto Arquitetônico da Pampulha, Belo Horizonte (MG);

  • Edifício Copan, São Paulo (SP);

  • Parque do Ibirapuera, São Paulo (SP);

  • Passarela do Samba, Rio de Janeiro (RJ);

  • Memorial da América Latina, São Paulo (SP).

2. Roberto Burle Marx

Roberto Burle Marx é um paisagista brasileiro de renome. Essa paixão teve início ainda na infância, quando aos 8 anos começou seu primeiro jardim em um casarão no Rio de Janeiro.

Burle Marx morou com a família em Berlim, na Alemanha, em 1928, período em que começou a estudar pintura, tendo contato com diversas correntes artísticas de vanguarda. Nesse país, visitou exposições importantes, como as de Pablo Picasso, Henri Matisse e Vincent van Gogh.

De volta ao Brasil, em 1930, Burle Marx começou a estudar na Escola Nacional de Belas Artes, onde teve contato com Cândido Portinari, além de conhecer Hélio Uchôa e Oscar Niemeyer. Em 1932, ele criou seu primeiro projeto de paisagismo no jardim de uma residência assinada pelo arquiteto Lúcio Costa.

No final da década de 1940, comprou uma propriedade no Rio de Janeiro, onde deixou seu legado com um jardim botânico pessoal. A residência foi transformada, em 1985, no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Outras obras do paisagista são:

  • Parque Ecológico do Recife (PE);

  • Parque Ibirapuera, em São Paulo (SP);

  • Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro (RJ).

3. Ruy Ohtake

Ruy Ohtake é um dos grandes arquitetos brasileiros e também referência no design de móveis contemporâneos. Quem gosta de Arquitetura e busca uma orientação de carreira pode se inspirar em suas obras, que são ao mesmo tempo simples e inusitadas, brincando com as curvas, principalmente em concreto.

O arquiteto estudou na Universidade de São Paulo em 1960 e é um dos nomes dessa área, com muitas premiações. Também é importante destacar o seu trabalho na comunidade de Heliópolis, São Paulo, onde ajudou na construção de moradias mais dignas, modificando a favela com novas formas e cores.

Outras obras de Ohtake são:

  • Hotel Unique, em São Paulo (SP);

  • Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo (SP);

  • Brasília Shopping and Towers, em Brasília (DF);

  • Embaixada Brasileira em Tóquio, no Japão;

  • Aquário do Pantanal, no Mato Grosso do Sul.

4. Rosa Kliass

Rosa Grena Kliass é uma arquiteta pioneira na área de paisagismo no Brasil, formada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Seu nome aparece em projetos paisagísticos da Avenida Paulista (1973) e na revitalização do Vale do Anhangabaú (1981), ambos em São Paulo.

Ainda na capital paulista, o projeto paisagístico para o Parque da Juventude (obra concluída em 2007) foi premiado pela Bienal de Arquitetura de Quito (Equador), em 2004 — uma das muitas premiações de sua carreira.

Kliass é fundadora e ex-presidente da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP). Outras obras da arquiteta são:

  • Parque Halfeld, em Juiz de Fora (MG);

  • Parque do Abaeté, em Salvador (BA);

  • Parque da Residência, em Belém (PA);

  • Estação das Docas, em Belém (PA);

  • Pátios do Museu de Arte Sacra, em Belém (PA).

5. Lina Bo Bardi

Se você fica boquiaberto com o Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista, precisa saber que a obra é de autoria de Lina Bo Bardi, uma arquiteta ítalo-brasileira.

Apesar de ter estudado na Universidade de Roma, na Itália, ela deixou seu legado na arquitetura moderna brasileira. Seu trabalho tem bastante influência da cultura popular e tem uma proposta diferente: a de unir os ambientes internos e externos, explorando materiais como o vidro e o concreto.

Um trabalho importante dela é o projeto da sua própria residência, no Morumbi (São Paulo), datada de 1951, que ficou famosa como a Casa de Vidro e hoje sedia o Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi.

Outras obras da arquiteta são:

  • restauração do Solar do Unhão, em Salvador (BA);

  • edifício do Sesc Pompéia, em São Paulo (SP);

  • Teatro Oficina, em São Paulo (SP).

6. Paulo Mendes da Rocha

Paulo Mendes da Rocha é também um dos grandes arquitetos brasileiros. O urbanista e professor tem reconhecimento internacional, sendo o representante da Escola Paulista de arquitetura brasileira. O destaque das suas obras é ter uma proposta “socialmente responsável”, sempre em busca de soluções para os problemas urbanos.

É graduado na Faculdade de Arquitetura do Mackenzie e ganhador dos prêmios Pritzker de Arquitetura (2006) e Imperial do Japão (2016).

Veja alguns trabalhos de Paulo Mendes da Rocha:

  • Reforma da Pinacoteca do Estado de São Paulo;

  • Casa do Butantã, em São Paulo (SP);

  • Capela de São Pedro, em Campos do Jordão (SP);

  • Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo (SP);

  • Cais das Artes, em Vitória (ES);

Se você quer desenvolver a carreira nessa área, precisa estudar mais a fundo os grandes arquitetos brasileiros, que se destacaram pela ousadia, criatividade e ao pensar em novas soluções para transformar as cidades.

Gostou de conhecer esses ícones da arquitetura nacional? Compartilhe essas informações com seus amigos nas redes sociais!

O que fazem e qual a importância dos tutores em EAD na graduação?

Com o final do Ensino Médio chegando, muitos alunos se questionam sobre o seu futuro profissional, não é verdade? Afinal, é necessário escolher seu curso superior, a instituição de ensino e a modalidade em que ele será realizado. Naturalmente, diversas dúvidas aparecem sobre o ensino presencial e a distância, como o papel dos tutores em EAD.

Essas figuras são essenciais para o desenvolvimento do aprendizado do aluno que opta pelo ensino a distância, já que eles garantem todo o apoio que você precisa para compreender os conteúdos e mandar bem nas provas. Diferentemente do ensino presencial, há uma distinção de funções entre o professor e o tutor — e é sobre isso que falaremos hoje.

Neste conteúdo, compartilhamos com você as principais informações sobre os tutores em EAD para você tirar todas as suas dúvidas sobre o assunto e escolher entre o ensino presencial e a distância com mais facilidade. Acompanhe!

Quem são os tutores em EAD?

Para compreender os papéis e responsabilidades dos tutores em ensino a distância, precisamos dar um passo para trás e entender a dinâmica desse tipo de curso. Diferentemente da modalidade presencial, o ensino EAD apresenta duas figuras de referência para os estudantes.

A primeira delas é o professor, que monta o conteúdo programático do semestre, ministra as aulas online e solicita as atividades e trabalhos avaliativos para os alunos. Com o ensino a distância, a relação entre professor e aluno tende a ser mais complexa, já que eles nem sempre conseguem estar em constante interação com sua turma.

É a partir daqui que surge, então, a segunda figura de referência: o tutor. Ele é responsável por realizar a ponte comunicativa e didática entre os professores e os alunos, solucionando as dúvidas dos estudantes, auxiliando-os no desenvolvimento das suas atividades e garantindo o entendimento do conteúdo.

De maneira simplificada, enquanto o professor é responsável pelo desenvolvimento do conteúdo ministrado, o tutor garante todas as outras tarefas que um professor normalmente teria no modelo presencial de ensino: oferecer suporte aos alunos, montar salas de bate-papo, responder e-mails, produzir conteúdos extras e corrigir provas.

Qual é o papel de um tutor na graduação a distância?

Já percebemos que o tutor tem um papel de destaque na instituição de ensino EAD, certo? Pois é, esse profissional muitas vezes garante o sucesso do processo de ensino e aprendizagem de toda a instituição, já que realiza uma ponte fundamental para os alunos e professores, principalmente no primeiro ano de faculdade.

Para os alunos, os tutores devem promover um espaço de construção coletiva de aprendizagem e conhecimento, utilizando as tecnologias da instituição para auxiliar seus estudos. Por outro lado, em relação à faculdade, o profissional deve reportar as dificuldades que os alunos vivenciaram durante o estudo e suas necessidades para ter uma aprendizagem mais eficaz.

Esse papel de mediador na relação entre os alunos e a instituição, bem como entre alunos e professores, demanda uma série de habilidades e competências para ser desempenhado com sucesso, como:

  • entender o funcionamento da pedagogia EAD e os conteúdos do curso;
  • dominar as formas de comunicação virtual e as plataformas utilizadas para conhecer o aluno a distância;
  • organizar o tempo dos encontros virtuais ou presenciais, assim como do acesso ao Moodle e outras plataformas de estudo;
  • dominar as habilidades de comunicação, promovendo o diálogo e debate saudável entre os alunos;
  • saber trabalhar com equipes multidisciplinares e resolver conflitos.

Como o tutor contribui para o sucesso dos alunos durante o curso?

Agora que você já sabe o que é um tutor e qual a sua responsabilidade na instituição de ensino, chegou a hora de compreender como ele contribui para o seu sucesso profissional. Afinal, sabemos que muitos alunos não tiram suas dúvidas ou são menos comunicativos em sala de aula, certo? Nesses casos, será mesmo que essa figura auxilia no desenvolvimento do aprendizado?

Bom, muitas das atividades realizadas pelos tutores são avaliadas e integradas ao sistema de notas dos alunos. Por exemplo, a participação de fóruns online de discussão é um método que os tutores podem utilizar para avaliar os alunos. Além de ser uma forma de potencializar o estudo de cada um, os tutores também capturam dados importantes relacionados à progressão do entendimento do conteúdo.

Indo mais além, a atuação desse profissional varia de acordo com a modalidade do curso. Assim, se é graduação semipresencial, algumas atividades podem ser feitas no próprio ambiente da faculdade, como encontros para tirar dúvidas ou para realizar debates. Por outro lado, se ela for totalmente online, o tutor só poderá ser acionado por meio dos espaços virtuais.

Dessa maneira, o componente interativo que falta na relação entre alunos e professores durante as aulas transmitidas por vídeos é compensado pelo tutor, que realiza uma comunicação direta com os alunos e torna seus estudos mais dinâmicos. Consequentemente, a sua aprendizagem é fortalecida e você consegue aumentar o rendimento nos estudos.

Como estabelecer um relacionamento com os tutores e extrair o melhor deles?

Já que o tutor assume uma postura importante de educador no processo de aprendizagem dos alunos, é natural se questionar sobre as melhores formas de estabelecer um bom relacionamento com ele. Afinal, é por meio desse contato que você conseguirá tirar todas as suas dúvidas sobre os conteúdos, além de informar suas necessidades e dificuldades relacionadas ao curso.

Para tanto, é fundamental conhecer os melhores canais de comunicação. Existem tutores que dedicam um endereço de e-mail exclusivo para o contato com seus alunos, enquanto outros optam pela conversa por meio da plataforma virtual da instituição. Identificar qual é a melhor forma para todos é o primeiro passo para fortalecer esse relacionamento, evitando ruídos na comunicação.

Com isso estabelecido, você pode elencar uma série de tópicos para debater com seu tutor. Por exemplo, caso algum conteúdo não fique claro, você pode sugerir debates, solicitar conteúdos extras para seu estudo ou sugerir melhorias, além de tirar as eventuais dúvidas. Isso tudo aproxima a relação de ambos e facilita a comunicação.

Além disso, ter em mente que o tutor estará à disposição para ajudar você com seus estudos já é uma excelente forma de iniciar um bom relacionamento. Contudo, é fundamental lembrar que, ainda que ele esteja presente, é responsabilidade do aluno aprofundar os conteúdos com seus estudos próprios para fortalecer sua aprendizagem, combinado?

Os tutores em EAD são figuras essenciais não só para os professores, mas principalmente para os estudantes. Responsáveis por solucionar as dúvidas dos alunos, propor melhorias didáticas e realizar atividades práticas e dinâmicas, eles garantem uma excelente ponte entre a instituição e o estudante para garantir a aprendizagem e o sucesso de todos.

E então, quer saber mais sobre o funcionamento da graduação? Entre em contato conosco e descubra quais são os nossos cursos!

Pensa em cursar Engenharia de Computação? Veja se é para você!

A carreira de Engenharia sempre foi muito respeitada e valorizada no mercado de trabalho. Acontece que depois de tantos anos, essa grande área se dividiu em várias vertentes que estudam conhecimentos específicos. Neste post, vamos falar da Engenharia de Computação, suas características e oportunidades.

Buscar conhecer o seu curso de interesse antes de começar a faculdade é a melhor coisa que qualquer estudante pode fazer. Afinal, essa é uma decisão importante e que precisa ser baseada em informações reais para que seja acertada.

Então, se você é uma das pessoas que querem conhecer um pouco mais do que faz um engenheiro de computação, não deixe de conferir este post!

Como é o curso de Engenharia de Computação?

A primeira etapa para se tornar um engenheiro da computação é justamente entrar no curso para iniciar os estudos. Normalmente, essa é uma graduação que dura em torno de 5 anos — ou 10 semestres —, e tem como objetivo oferecer todo o suporte necessário na preparação do profissional para o mercado de trabalho.

Assim, a identificação do estudante deve começar nas disciplinas ofertadas na faculdade, pois todo esse tempo dedicado aos estudos vai exigir a interação com cada assunto e o desenvolvimento de competências comuns à área. É claro que a preferência por algumas matérias acontece, ao mesmo tempo em que existem tópicos que precisam ser vistos por obrigação (e sem tanta paixão).

O que importa é que a grade curricular como um todo seja interessante e atraente, o que vai facilitar bastante a dedicação durante a vida acadêmica e profissional. Por isso, reunimos aqui as principais disciplinas da Engenharia de Computação, confira:

  • Cálculo;

  • Lógica e Programação;

  • Probabilidade e Estatística;

  • Álgebra;

  • Química;

  • Circuitos Elétricos;

  • Sistemas Digitais;

  • Programação;

  • Arquitetura de Computadores;

  • Teoria da Computação;

  • Engenharia de Software;

  • Banco de Dados;

  • Sistemas Operacionais;

  • Teoria de Redes;

  • Controle de Sistemas.

Embora cada instituição de ensino tenha certa liberdade para estruturar sua matriz curricular, esses são alguns dos tópicos mais comuns no curso. Podemos perceber claramente que se trata de uma formação das Ciências Exatas, o que geralmente demanda que o aluno tenha facilidade para lidar com números e bom raciocínio lógico.

As atividades são desenvolvidas de forma gradual, primeiro com a intenção de formar uma base para que o estudante consiga compreender os temas mais avançados. Nessa parte, as matérias predominantes são Matemática, Química e Física. Depois, os conteúdos específicos do universo da computação tomam conta.

Para conquistar o diploma, as faculdades costumam exigir a produção de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), a comprovação de horas dedicadas a atividades complementares e a realização do estágio supervisionado. Tudo isso contribui para o desenvolvimento profissional do estudante, e não apenas acadêmico.

Qual o perfil do estudante do curso?

Além de conferir a grade curricular do curso, outra curiosidade comum entre as pessoas com interesse em seguir uma determinada profissão é conhecer o perfil do estudante ou futuro profissional da área.

Contudo, é importante tomar um cuidado nesse momento: saber quais são as características de um engenheiro não quer dizer que você precisa identificá-las de imediato na sua personalidade. Muitas habilidades são construídas ao longo do tempo, especialmente durante a faculdade, e não é necessário viver essa cobrança de já entrar no curso preparado.

Assim como os conhecimentos são adquiridos aos poucos, tais características podem ser aprimoradas — e conhecê-las com antecedência ajuda a ter um plano de desenvolvimento mais focado, concorda? Então, aproveite para descobrir os traços típicos de um engenheiro da computação.

Afinidade com números

Esse é um dos atributos mais esperados para um engenheiro ou qualquer pessoa que escolha fazer um curso de Exatas — já que dentre todas as diferenças que eles possuem, a presença de números e cálculos é praticamente uma certeza.

Logo, é preciso estar disposto a passar por isso com tranquilidade, sabendo que em muitos momentos será preciso “quebrar a cabeça” com algarismos, fórmulas e tudo que faz parte desse universo. Muita gente já nasce com essa facilidade, mas, se esse não é o seu caso, não se desespere: tudo vai se resolver com uma boa dose de esforço.

Domínio de idiomas

Antes de pensar em trabalhar em uma multinacional ou até mesmo em uma empresa fora do país, você deve considerar o aprendizado de um segundo idioma para conseguir acompanhar o mercado da Engenharia.

Como grande parte das tecnologias são produzidas fora do Brasil, o domínio de uma língua estrangeira se faz indispensável — principalmente do inglês, que é considerado um meio de comunicação universal. Ter esse diferencial também será relevante para conquistar boas vagas no mercado de trabalho.

Se a língua inglesa já for uma habilidade dominada, vale a pena se dedicar a outro idioma. Assim, você pode aproveitar a chance de trabalhar em uma multinacional que envia seus funcionários para filiais em diferentes partes do mundo, por exemplo.

Capacidade de gestão e de trabalhar em equipe

Se engana quem pensa que um engenheiro de computação vai passar a vida atrás de uma tela de computador, resolvendo questões e sem ter que interagir com ninguém. A primeira parte do pensamento pode até ser verdade, pois é bem provável que o contato com a tecnologia esteja presente no seu dia a dia, mas não a segunda.

É comum que esse tipo de profissional trabalhe em equipe e faça parte de projetos em grupo. Isso envolve ter que conviver e cooperar com outras pessoas, sendo elas do mesmo segmento ou de áreas complementares. Para tanto, uma boa comunicação e habilidades comportamentais, como empatia ou resiliência, são essenciais.

Aqueles que desejam ocupar cargos mais privilegiados devem investir no desenvolvimento da sua capacidade de gestão e liderança, que vão torná-lo apto para comandar um time de trabalho. Aliás, essa é uma ótima sugestão de especialização.

Disposição para aprender continuamente

Essa é uma característica que podemos classificar como fundamental para o profissional de qualquer área. Vivemos hoje em um mundo que está em constante transformação e onde tudo acontece muito rápido. Sendo assim, a disposição para acompanhar toda essa evolução é uma exigência para quem não quer ficar desatualizado.

Não existe mais a possibilidade de ficar estagnado, até porque essa é uma atitude que coloca a sua carreira em risco. A internet facilitou o acesso à informação e a concorrência pode ser cruel com aqueles que não se dispuserem a aprender continuamente, fazer cursos, buscar informações etc.

Interesse por tecnologia

Para completar o perfil básico de um engenheiro de computação, não podia faltar o seu interesse por tecnologia. Esse, inclusive, pode ser o ponto de partida para despertar a vontade de seguir a carreira da Engenharia. De fato, o setor é muito dinâmico e acaba atraindo milhares de pessoas, mas exige envolvimento constante para acompanhar as tendências.

Quais as diferenças entre Engenharia de Computação e Engenharia de Software?

Já falamos que a Engenharia tem várias subdivisões e que isso é capaz de deixar qualquer estudante confuso, não é mesmo? Se ter uma grande variedade de alternativas facilita que você encontre aquela que mais combina com o seu perfil, por outro lado essa diversidade pode causar algumas dúvidas.

Uma delas é sobre as diferenças entre a Engenharia de Computação e a Engenharia de Software, que a princípio parecem áreas bem semelhantes. Ambas são ligadas à informática e, para escolher entre elas, é bom pesquisar quais são as suas diferenças.

Nesse caso, podemos adiantar que o foco dos dois cursos é distinto. Enquanto o aluno de Software se dedica ao aprendizado da programação desses sistemas e de todos os detalhes que isso pode envolver, os estudantes de Computação aprendem sobre software e outros temas, como microcontroladores, microprocessadores, circuitos, internet das coisas etc. Ou seja, é uma opção mais abrangente, embora muitas disciplinas sejam semelhantes ou parecidas.

E qual a diferença entre um cientista e um engenheiro da computação?

Outra dúvida com a qual um estudante interessado em computação pode se deparar durante o processo de definir uma graduação é diferenciar os cursos de Engenharia e Ciência da Computação. Como até os nomes são parecidos, é natural que qualquer pessoa fique confusa.

Na prática, enquanto os engenheiros ficam focados nos sistemas computacionais, os cientistas exploram mais a parte de programação (assim como os engenheiros de software) e de banco de dados. Quem opta pela Ciência da Computação tende a estudar mais os fundamentos teóricos dessa área, como algoritmos e modelos matemáticos que possam ter uma aplicação no mercado.

Uma dica para quem está incerto a respeito de formações semelhantes é conversar com profissionais de cada uma das suas áreas de interesse — ou até mesmo com alunos que estão cursando a faculdade (de preferência aqueles que já estão um pouco mais avançados nos estudos). Essa é uma boa forma de ter um contato mais próximo com a profissão e descobrir as suas particularidades.

Como é o mercado de trabalho para os profissionais?

Completando as informações, vamos falar de um aspecto muito importante para quem está decidindo uma carreira: o mercado de trabalho. Conhecer as perspectivas da profissão é algo que pode influenciar significativamente a escolha de alguém. Afinal, sabemos que a vocação é um fator crucial, mas que a maioria das pessoas precisa pensar no futuro e analisar quais são as oportunidades que cada área oferece.

A boa notícia para aqueles que estão interessados na Engenharia de Computação é que o mercado é aquecido e vários setores demandam esse tipo de profissional. Como a tecnologia evoluiu muito, praticamente todas as vertentes da indústria necessitam de trabalhadores que dominem seus recursos. Isso inclui empresas automobilísticas, farmacêuticas, alimentícias, petrolíferas, de telecomunicações, entre várias outras.

Até o mercado financeiro costuma contratar engenheiros para cuidar de sistemas internos e banco de dados. O comércio eletrônico é outro campo atrativo, já que milhares de transações comerciais hoje são realizadas pela internet e é preciso construir um suporte para que isso seja possível.

Além da oferta de empregos formais, outro caminho para o profissional é empreender. É possível ter o seu próprio negócio para prestar consultoria especializada e trabalhar como autônomo, ou ainda abrir uma empresa para operar nesse mercado. Ambas as situações podem ser uma forma de diversificar as fontes de renda e conquistar uma remuneração maior ao longo do tempo.

Falando em salário, segundo o Guia de Profissões e Salários da Catho, a média salarial de um engenheiro da computação no Brasil é de R$4.005,96. Porém, o valor pode variar bastante de acordo com fatores como cargo, região, empresa contratante, tempo de carreira, entre outros.

Quais são as áreas de atuação para o engenheiro de computação?

Como já dissemos, o engenheiro de computação tem um vasto campo de atuação, principalmente porque esse é um tipo de tecnologia utilizado em muitos setores — o que valoriza a formação do profissional.

Separamos algumas das possibilidades a seguir para que você conheça um pouco mais desse mercado de trabalho.

Gerenciamento de sistemas

Podemos dizer que grande parte das empresas hoje precisa contar com uma rede de computadores para viabilizar suas operações e, possivelmente, com um sistema interno para automatizar as tarefas e facilitar processos.

Diante disso, o profissional da computação pode ser responsável por cuidar e gerenciar toda essa parte para garantir que a equipe possa realizar seu trabalho.

Desenvolvimento de equipamentos

Outra chance é atuar na parte de hardware, participando do desenvolvimento de equipamentos e/ou da etapa de produção de máquinas tecnológicas que exigem um conhecimento especializado. Essa é uma área muito procurada pelos engenheiros que seguem um perfil de cientista e gostam de projetar, construir e testar objetos diferentes.

Desenvolvimento de programas

Embora não seja exatamente o foco dessa graduação, não dá para negar que uma pessoa formada em Engenharia da Computação é capaz de desenvolver programas para computadores e outros dispositivos eletrônicos. 

Enquanto alguns estudantes preferem a vertente do hardware, há quem goste mais de trabalhar com softwares. Nesse caso, as oportunidades costumam ser voltadas para o desenvolvimento de sistemas operacionais, aplicativos, jogos, plataformas virtuais e afins. Raciocínio lógico e criatividade são duas características relevantes nesse segmento.

Suporte técnico

Uma das capacidades comuns aos engenheiros é solucionar problemas sobre aquilo que eles dominam. Por isso, não é difícil que sejam alocados para cargos de manutenção e suporte para ajudar a manter tudo em pleno funcionamento.

Vendas e marketing

Quem não está por dentro do mercado pode não saber, mas os engenheiros frequentemente se destacam nos setores de marketing e comercial — sobretudo aqueles que têm uma boa comunicação e gostam de negociar. Nesse sentido, o conhecimento técnico é um diferencial que outros profissionais não possuem, o que ajuda nas vendas e colabora com o sucesso das empresas.

Os cargos administrativos também podem ser ocupados por profissionais da Engenharia. Isso geralmente acontece com pessoas que investem em uma especialização em gestão e áreas correlatas.

Carreira acadêmica

Em qualquer profissão, a carreira acadêmica é um caminho que pode ser seguido. No entanto, para ser um docente de nível superior é preciso investir em especializações stricto sensu, como os mestrados e doutorados.

Vale lembrar que, independentemente da área de atuação, todo engenheiro precisa ser registrado no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) para exercer sua profissão legalmente no nosso país. Aqueles que desempenham atividades técnicas precisam do registro, o que não é uma exigência para a classe de professores.

Como escolher uma boa instituição de ensino para fazer o curso de Engenharia de Computação?

Para finalizar as dicas e ajudar quem está disposto a se formar como um engenheiro de computação, vamos passar para a parte prática. Não é novidade para ninguém que um ensino de qualidade faz toda a diferença na formação do estudante e no seu preparo para enfrentar o mercado de trabalho, certo?

Por conta disso, a escolha da instituição de ensino deve ser feita com muita cautela para começar a construir a sua carreira da melhor forma, garantindo uma instrução diferenciada e um nome de peso para agregar ao currículo. Confira quais são as nossas sugestões para não errar nessa hora.

Conheça a estrutura oferecida

Uma das primeiras preocupações é conhecer como é a faculdade, não é mesmo? Afinal, esse é o lugar que você passará boa parte do seu tempo nos próximos anos. Sendo assim, uma visita ao campus é uma ótima forma de ver de perto como são as dependências da instituição.

Fique de olho, por exemplo, nos laboratórios e equipamentos, já que uma graduação de Engenharia normalmente exige essa infraestrutura tecnológica para dar suporte ao processo de aprendizagem.

Mesmo que a sua opção for por um curso a distância, tente conhecer o espaço físico que funciona como polo de apoio do aluno e a ferramenta online que vai ser utilizada como plataforma de estudo.

Além da estrutura física ou virtual, busque se informar sobre as oportunidades oferecidas pela instituição. Convênios com empresas para estágio e parcerias com outras faculdades no mundo para intercâmbios culturais são exemplos de diferenciais interessantes.

Pesquise sobre a credibilidade da instituição

Outro detalhe que não pode passar despercebido na sua análise é a credibilidade da instituição de ensino. Se quiser um diploma reconhecido e válido em todo o país, é necessário que a faculdade e o curso sejam credenciados pelo Ministério da Educação (MEC).

Inclusive, o próprio órgão divulga índices de avaliação para os dois, o que pode ser uma ótima referência se você não conhece nenhum ex-aluno para obter informações. De toda forma, na internet é possível conseguir algumas opiniões para auxiliar na sua escolha. O nível de empregabilidade dos estudantes do curso é uma boa sugestão de pesquisa.

Verifique a grade curricular do curso

Já falamos da importância de examinar a grade curricular do curso, mas não custa reforçar por que vale a pena fazer isso. Como as matérias oferecidas podem variar entre as instituições, pode ser que um curso seja mais agradável para o seu perfil do que outros que têm um foco um pouco diferente.

Assim, verifique todas as disciplinas para saber de antemão o que será estudado e não criar falsas expectativas, aproveitando para conferir quais são as regras da instituição para que um aluno conclua a formação.

Procure saber o nível do corpo docente

Além de uma infraestrutura de qualidade e de um planejamento curricular interessante, não podemos esquecer que o nível do corpo docente é mais um aspecto importante. Afinal, poder contar com profissionais experientes e dedicados favorece a dinâmica de ensino.

Portanto, não há nenhum problema em procurar saber quem são os professores e coordenadores do curso — e essa é uma informação que pode ser conseguida com a própria instituição, além de ferramentas como a Plataforma Lattes.

Enfim, fazer essa pesquisa prévia vai aumentar as chances de você tomar uma decisão acertada, escolhendo um curso e uma faculdade que atendam às suas expectativas.

Que opções de especialização o engenheiro encontra no mercado de ensino?

Para finalizar, vamos deixar algumas sugestões de especialização que o engenheiro pode optar após concluir sua graduação. Vale reforçar que escolher uma área de interesse e apostar na educação continuada será importante para abrir portas no mercado de trabalho.

Quem quiser focar em software deve encontrar várias opções de cursos, inclusive alguns direcionados para segmentos específicos — como jogos, sistemas e até aplicativos educacionais.

Outra oportunidade é especializar-se em Segurança da Informação, uma área que vem crescendo em todo o mundo. O objetivo é preparar alunos para atuarem como protetores de dados e informações dentro das mais diversas organizações.

Para completar as recomendações, existem os campos de gestão, automação, telecomunicações, microeletrônica e novas tecnologias (como inteligência artificial). A dica para definir uma especialização é pesquisar sobre diferentes áreas e procurar ter contato com cada uma delas para identificar a melhor alternativa para o seu perfil.

Agora já podemos dizer que você está bem informado sobre o curso de Engenharia de Computação, não é verdade? Tomara que todas essas informações sirvam como motivação para você iniciar a sua trajetória profissional escolhendo uma formação de qualidade e nunca perder a vontade de continuar se desenvolvendo mais e mais!

Que tal conferir outros detalhes da graduação da UCL? Entre no nosso site para tirar todas as dúvidas e faça sua inscrição para se tornar o mais novo futuro engenheiro!

Dia Internacional da Mulher

No dia em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, constatamos que, desde a década de 70, as mulheres vêm conquistando um espaço maior no Mercado de Trabalho.

Com qualidades ímpares, como capacidade de trabalho em equipe, persuasão e cooperação, dentre outras, as mulheres se destacam e imprimem sua marca em um Mercado dominado, até então, pelos homens.

Um fenômeno sem fronteiras e constatado por inúmeras pesquisas é que o número de mulheres na liderança das organizações vem crescendo exponencialmente.

“No Brasil, as mulheres são 41% da força de trabalho, mas ocupam somente 24% dos cargos de gerência. O balanço anual da Gazeta Mercantil revela que a parcela de mulheres nos cargos executivos das 300 maiores empresas brasileiras subiu de 8%, em 1990, para 13%, em 2000. No geral, entretanto, as mulheres brasileiras recebem, em média, o correspondente a 71% do salário dos homens.“

De acordo com o IBGE, a projeção para 2020 do número de mulheres é de 51,11%, contra 48,89% de homens. Além de serem maior quantidade, elas obtêm os empregos com maior facilidade do que os homens e, da mesma forma, seus rendimentos crescem mais rápido. Assim, elas vão conseguindo, cada vez mais, uma posição de destaque.

O desafio delas é ainda maior, pois, além da jornada de trabalho, em geral, elas são responsáveis pela jornada doméstica e cuidam da casa e dos filhos com maior afinco do que os homens. Ainda assim, elas viram sua participação no mercado aumentar, bem como sua escolaridade e sua renda e, em breve, serão em maior número na força de trabalho mundial.

Segundo Mariana Deperon, sócia-fundadora da Tree Diversidade, “os líderes possuem uma tarefa importante: a de escutar e apoiar os programas e movimentos em prol da gualdade de gênero, de forma genuína, inclusive por meio de suporte a ações efetivas que coíbam desigualdades, preconceitos e práticas ilegais, como o assédio sexual.”

O desafio para elas nunca foi motivo para desistirem e, ao contrário, elas vão em frente, conquistam seu espaço no mercado de trabalho e ainda são donas de casa, mães, esposas, guerreiras e felizes.

É por tudo isso que comemoramos, nesta data, todas as suas conquistas. Esse dia também serve como momento de reflexão sobre a sua importância na vida das pessoas e no progresso da humanidade. Dia 08 de março, dia Internacional da Mulher.

Trabalho voluntário e carreira: como essa relação pode ser benéfica?

Trabalho voluntário e carreira são duas coisas que combinam bastante. As pessoas que já viveram a experiência do voluntariado podem comprovar isso, tanto que normalmente incentivam muito esse tipo de prática. A verdade é que doar o seu tempo para alguém ou para uma causa é uma atitude que deve ser feita de forma espontânea e verdadeira.

Contudo, não é um problema considerar as vantagens que isso pode gerar para a sua vida profissional, não é mesmo? Até porque a nossa evolução como ser humano impacta na pessoa que somos no ambiente de trabalho.

Quer saber um pouco mais sobre esse assunto? Acompanhe a leitura e aproveite para refletir!

Quais são os benefícios do trabalho voluntário para a carreira?

Antes de mais nada, vamos considerar o que é um trabalho voluntário. De forma simples, podemos entender uma ação voluntária como uma atividade de caráter social que é feita sem haver uma contrapartida financeira.

Ou seja, uma pessoa que trabalha em um asilo ou qualquer instituição de caridade está fazendo um bem para a sociedade, mas não é um trabalho voluntário se ela recebe uma remuneração por isso. Ao mesmo tempo, essa pessoa pode dedicar parte do seu tempo livre para apoiar um outro projeto por livre e espontânea vontade, o que a caracteriza como voluntária.

A intenção de participar de uma iniciativa como essa é contribuir para que os propósitos do projeto ou da instituição sejam cumpridos. Ao mesmo tempo, essa é uma grande chance do voluntário favorecer a sua própria formação. Veja a seguir quais são os principais benefícios envolvidos.

Conhecer outras culturas e realidades

Sair da sua zona de conforto não é uma atitude fácil, mas necessária para promover o seu crescimento como pessoa. Ao se deparar com realidades distintas da sua, a pessoa aprende a ser mais sensível, compreensiva e adaptável.

O mais surpreendente é que não é necessário sair do país para viver essa experiência, embora os voluntariados internacionais também sejam muito interessantes e proveitosos. A questão é direcionar a nossa atenção para um lugar diferente, seja um país distante ou um bairro da nossa própria cidade. Em sua maioria, são pessoas que passam por dificuldades no dia a dia e têm muito a nos ensinar nas coisas simples da vida.

Desenvolver novas habilidades

O voluntariado deve exigir que alguma atividade seja desempenhada, afinal, estamos falando da realização de um trabalho sério e que demanda comprometimento. Logo, a ocasião não deixa de ser propícia para aprimorar habilidades que você já possui ou que vai desenvolver do zero.

Por exemplo, existem pessoas que se dispõem a dar aulas sobre assuntos que dominam, enquanto outras não têm a mínima ideia de como construir uma casa e, de repente, se veem como ajudantes de obra. Além dessas competências específicas, outras costumam ser desenvolvidas: comunicação, empatia, proatividade, liderança, etc. 

Expandir o networking

Fazer amizades e construir novos relacionamentos nada mais é do que expandir o seu networking. Talvez você não pense nisso de imediato, mas todo encontro é uma oportunidade de troca. No caso do trabalho voluntário, é comum ter que se relacionar com várias pessoas, desde aquelas que estão participando da mesma vivência até os organizadores do programa. Nunca dispense nenhum contato!

Motivar a criatividade e o espírito colaborador

Quem participa de um voluntariado tende a expandir a sua mente e a se sentir mais motivado para colocar suas ideias em prática. É como se essa experiência despertasse a vontade de fazer mais coisas e ajudar mais pessoas. Tanto que a maioria dos voluntários continua seguindo esse caminho, ainda que nem sempre nos mesmos projetos.

Esse é um benefício que favorece tanto o espírito de colaboração quanto a criatividade e a vocação empreendedora. Inclusive, muitos negócios nascem no contexto do trabalho voluntário e da identificação de necessidades no mercado.

Enfim, esses são apenas alguns exemplos dos benefícios gerados e que se relacionam com a carreira — até porque, no fim das contas, todo profissional é um ser humano em construção. Aqueles que buscam pelo desenvolvimento acumulam pontos a seu favor e o voluntariado é uma das formas de fazer isso.

Quais tipos de trabalho você pode contribuir?

A motivação é a parte mais importante desse processo, visto que não faltam oportunidades para colocar essa ideia em prática. Projetos sociais no mundo inteiro precisam de voluntários e buscam esse tipo de contribuição, o que você precisa fazer é apenas encontrar aquele que mais combine com o seu perfil e objetivos.

Se preferir, escolha uma atividade que tem mais a ver com a sua carreira, pois a relação deve ser mais direta na hora de conseguir experiência profissional e montar o seu currículo. De toda forma, tente não desconsiderar nenhuma chance, pois cada uma delas tem algo a oferecer.

Com uma pesquisa na internet é possível encontrar várias possibilidades em ONGs, associações e instituições diversas. Vale também procurar ao seu redor, buscando na sua cidade ou região por projetos que não são tão divulgados na mídia.

Para ter uma ideia das ações mais praticadas, dentre elas podemos encontrar: construir moradias para populações carentes, ajudar na educação de crianças e adolescentes, cuidar de pessoas doentes, fazer turismo social, auxiliar comunidades vítimas de desastres naturais, entre outras.

Como destacar o voluntariado em seu currículo?

Por fim, vamos esclarecer como o trabalho voluntário pode ser sinalizado no seu currículo. O ideal é que isso seja feito de forma sutil, mas que não deixe de ser citado para que o recrutador saiba que você é uma pessoa que se interessa por esse tipo de ação.

Então, a dica é adicionar um tópico de atividades complementares para listar que tipos de experiências você tem além dos empregos anteriores e da sua formação acadêmica. Ao falar do voluntariado, descreva as funções que você desempenhou e de quais projetos participou durante determinado tempo.

Viu só como trabalho voluntário e carreira têm tudo a ver? O importante é que a sua contribuição seja feita de coração, mas nada impede que você aproveite os seus benefícios para aumentar as suas chances de conseguir uma boa oportunidade no mercado. Quem não quer contratar uma pessoa sensível e comprometida com a sociedade, não é mesmo? Porém, não deixe de se preocupar com a sua formação técnica também!

Se ainda tem dúvidas de como construir um currículo, aproveite para conferir nosso post que oferece um passo a passo completo para montar a sua apresentação profissional!

Como estudar nas férias? Confira nossas dicas!

Todo mundo merece um pouco de descanso, não é mesmo? Tanto a rotina de estudos quanto a de trabalho são capazes de deixar qualquer pessoa cansada ao longo do ano. Porém, os momentos de folga também podem ser aproveitados para aprender e estudar nas férias, o que não é uma ideia tão ruim assim.

O segredo é saber organizar o seu tempo para conciliar as duas coisas e não acabar ainda mais esgotado. Você está pensando em dar um gás nos estudos nesse período? Acompanhe as nossas dicas para cumprir essa missão com sucesso!

5 dicas para estudar nas férias sem deixar de aproveitar

Estar de férias normalmente é sinônimo de ter mais tempo livre, pois somos dispensados dos compromissos diários com a escola ou com o trabalho. Isso significa que dá para encaixar outras atividades na rotina, sem contar que dá para estender as horas de sono e, quem sabe, até tirar um cochilo durante o dia.

Na verdade, cada pessoa tem as suas preferências para descansar e também se divertir. Enquanto alguns preferem ficar em casa para assistir séries no modelo “maratona”, outros gostam mais de sair ou viajar, por exemplo. Então, o ideal é conseguir aproveitar ao máximo sem necessariamente deixar os estudos de lado. Será mesmo que isso é possível? Veja quais são as nossas sugestões!

1. Pense em uma programação

Não deixe que as suas férias sejam jogadas ao acaso, sem qualquer tipo de plano. Embora haja quem não goste de ter uma vida muito planejada, a organização do seu tempo será importante para conciliar estudo, diversão e descanso. Portanto, vale a pena pensar em uma programação que equilibre esses três fatores de uma forma agradável.

A ideia é criar uma espécie de agenda com tudo o que você pretende fazer durante a sua folga: assistir determinado filme, visitar um amigo, ler um livro que está parado há tempos, aprender uma nova habilidade, fazer programas familiares, enfim, o que quiser. Distribua as suas horas considerando ainda os compromissos habituais (tipo ir ao dentista ou fazer um exercício físico) para perceber qual será o tempo disponível para estudar sem ficar sobrecarregado.

Você pode definir que estudará por duas horas todas as manhãs para ficar com as tardes e noites livres. Ou talvez prefira se dedicar por uma tarde inteira três vezes na semana. Encontre o seu ponto de equilíbrio e crie metas realistas para cumprir.

2. Revise os assuntos complexos

Na época das aulas, os dias costumam ser mais corridos e isso pode dificultar a dedicação para um assunto que você considera complexo — o que também é algo muito pessoal. Sendo assim, aproveite esse momento “relax” para se concentrar em temas que oferecem maior grau de dificuldade.

Parece chato estudar algo que você não se identifica tanto justamente nas férias, não é verdade? Mas pense diferente: é bom aproveitar a mente descansada para encarar esse desafio.

Sem pressa, retome os conteúdos e se esforce para compreendê-los. Leia com calma, busque materiais complementares e tente se livrar de todas as adversidades. Essa pode ser a melhor oportunidade de aumentar o seu rendimento e resolver pendências para não prejudicar os seus resultados no futuro.

3. Cuide do seu sono

Pode até ser que você não seja grande fã de ficar horas a mais na cama, porém, tenha a certeza de que dormir bem é um critério fundamental para o seu desempenho. Acontece que, no dia a dia nem sempre conseguimos descansar tão bem, seja pelas preocupações naturais do cotidiano, seja pelas inúmeras tarefas acumuladas.

Aliás, quem nunca virou uma madrugada para estudar para uma prova no dia seguinte? O problema é deixar que isso vire um hábito capaz de afetar o seu bem-estar e, consequentemente, a sua produtividade.

Já que as férias chegaram, coloque o seu sono em dia para realmente ter a sensação de que está descansando o corpo e a cabeça. Evite exageros até mesmo quando estiver se divertindo, para depois conseguir voltar à rotina com a energia revigorada.

4. Consuma conteúdos interessantes

Uma ótima dica para conciliar estudo e diversão é procurar alternativas de aprendizado. Ou seja, não é necessário ficar o dia todo debruçado sobre um livro para aprender algo, pois existem conteúdos ricos que são produzidos de outras formas.

Três exemplos disso são filmes, séries e documentários. Esse tipo de entretenimento pode ser muito interessante e enriquecedor, basta escolher as temáticas certas. É possível ainda estudar pela internet, assistindo videoaulas ou visitando sites especializados no seu objeto de estudo.

Aplicativos para celular também fazem companhia em momentos de espera ou pequenos intervalos, mais uma forma de aprender nas horas vagas. Quem está focado em dominar um idioma estrangeiro, por exemplo, tem uma grande variedade de opções para escolher.

Que tal programar visitas a museus, feiras ou exposições? Eventos da sua área de interesse são boas ocasiões inclusive para expandir o networking. A intenção é variar os estímulos e as fontes de conteúdo, fugindo dos modos tradicionais que já são explorados durante a época de aula.

5. Valorize o tempo de lazer

Por último, não cometa o erro de estudar ou dormir demais durantes as suas férias. Como já foi dito, o segredo é organizar o seu tempo e equilibrar as atividades. De nada adianta ficar insatisfeito por não ter aproveitado o suficiente seu período de folga. De fato, a organização será sua maior aliada para curtir tudo o que quiser e cumprir com o cronograma de estudos.

Então, quando estiver se divertindo, tente distrair a mente e usufruir de todas as oportunidades. Da mesma forma, fique focado nas horas que reservar para estudar, já que ser eficiente vai garantir que os seus planos não sejam prejudicados. Valorize cada momento e não se esqueça das responsabilidades que fazem parte da busca por um futuro de sucesso!

Viu só como estudar nas férias não é uma missão impossível? Considere todas as dicas que listamos aqui para começar a pensar no recesso e montar a sua programação!

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Invista na pós-graduação em Engenharia de Petróleo e Gás Natural

Você sabia que a área de Engenharia de Petróleo e Gás Natural conta com um mercado atraente e com boas taxas de empregabilidade? Para os engenheiros em atuação, ou futuros profissionais do ramo, essa é uma opção de carreira que merece atenção.

Preparamos este post para que você entenda como é o curso de pós-graduação e quais as possíveis áreas de atuação para o engenheiro de petróleo e gás natural. Leia com atenção e coloque mais esse item na sua lista de objetivos profissionais!

Afinal, o que é estudado na pós-graduação em Engenharia de Petróleo e Gás Natural? 

O curso de especialização capacita os profissionais a desenvolverem suas atividades como engenheiros no mercado de óleo e gás. A demanda de investimentos nesse setor tem sido crescente, o que garante boas possibilidades de carreira para os interessados em aprofundar seu conhecimento na área.

A pós-graduação é do tipo especialização lato sensu e confere ao aluno o título de especialista em Engenharia de Petróleo e Gás Natural. A carga horária total do curso é de 360 horas e corresponde a 18 meses de estudos aplicados.

Essa especialização é destinada tanto aos que fizeram graduação em Engenharia de Petróleo quanto aos engenheiros de outras áreas. Profissionais de Física, Matemática, Química e Geologia também fazem parte do público-alvo do curso.

A grade curricular da pós-graduação é dividida em 4 módulos, compostos pelas seguintes disciplinas:

  • Introdução à Engenharia de Petróleo e Gás Natural;
  • Geofísica e Geologia do Petróleo e Gás Natural;
  • Fenômenos de Transporte Aplicados à Engenharia de Petróleo e Gás Natural;
  • Engenharia de Reservatório I e II;
  • Engenharia de Poço I e II;
  • Engenharia de Produção I e II;
  • Engenharia de Gás Natural I e II;
  • Gestão de SMS;
  • Análise Empresarial de Projetos de Investimento;
  • Metodologia de Pesquisa Científica.

Depois do contato com os conteúdos abordados, para concluir a pós-graduação o aluno deve desenvolver um Trabalho Final de Curso.

Qual o cenário do mercado de trabalho para essa área?

Os profissionais da área de Engenharia de Petróleo e Gás Natural contam com altas taxas de empregabilidade. As oportunidades de trabalho são encontradas tanto no setor público quanto em organizações de iniciativa privada, em empresas petrolíferas, refinarias e indústrias petroquímicas.

O mercado é aquecido, considerando que o Brasil tem o petróleo como um dos pontos fortes da economia nacional. Apesar da demanda crescente, ainda há poucos profissionais com especialização na área, o que coloca os pós-graduados em um patamar elevado de qualificação.

A exploração de petróleo em toda a costa brasileira e as atividades voltadas aos reservatórios de pré-sal colocam o engenheiro desse ramo em uma posição bastante requisitada, sobretudo na região sudeste. Além do setor petrolífero, o profissional também pode atuar no desenvolvimento de biocombustíveis, com foco em soluções que garantam sustentabilidade.

No mercado nacional, o pós-graduado em Engenharia de Petróleo e Gás Natural já encontra boas oportunidades, e com remuneração atraente. Mas também é possível pensar nas chances de carreira internacional, visto que empresas multinacionais do ramo petroquímico estão sempre à procura de profissionais com alta qualificação.

Quais são as possibilidades de atuação?               

O engenheiro de petróleo pode atuar em várias etapas das atividades desenvolvidas por empresas do ramo: desde a descoberta e exploração de novos poços e jazidas de petróleo e gás até a comercialização e o transporte dos produtos.

Conheça as principais áreas de atuação para o pós-graduado em Engenharia de Petróleo e Gás Natural!

Procura de reservatórios

Uma das possibilidades para o engenheiro de petróleo inclui o planejamento para fazer a descoberta de novos reservatórios de gás natural e jazidas de petróleo. Para isso, o profissional avalia as características físicas dos locais a serem explorados e os recursos disponíveis.

Exploração de petróleo

O engenheiro que atua diretamente na exploração de petróleo e gás deve ter sólido conhecimento técnico para definir como a perfuração pode ser feita — sem oferecer riscos ao ambiente e prejuízos financeiros à empresa.

Consultoria

O pós-graduado ainda pode trabalhar sem vínculos empregatícios e atuar como consultor especialista, prestando serviços para empresas ambientais e do ramo petrolífero. As consultorias são feitas para avaliar os riscos das atividades de exploração dos recursos naturais, além de outras questões pertinentes à função.

Desenvolvimento de equipamentos

Desenvolver e supervisionar a produção de novos equipamentos também é uma das atividades possíveis para o engenheiro de petróleo e gás. As máquinas e instrumentos projetados são utilizados em indústrias petroquímicas, refinarias e plataformas marítimas.

Comercialização, transporte e distribuição

Outra boa opção de carreira para quem segue os estudos na área da Engenharia de Petróleo e Gás Natural é o mercado comercial e logístico. Seguindo por esse ramo, o engenheiro pode atuar na comercialização e distribuição dos materiais e equipamentos, assim como focar no setor de exportação e importação.

Por que cursar a pós em Engenharia de Petróleo e Gás Natural na UCL?

Dedicar tempo e investimento capital ao aprimoramento profissional é uma decisão inteligente para quem quer melhores oportunidades de carreira. Entretanto, para adquirir um aprendizado sólido e que possa ser convertido em desempenho prático diferenciado, é fundamental contar com uma instituição de renome e qualidade.

A UCL se preocupa em transmitir um ensino de excelência, com potencial para transformar a vida profissional dos alunos. Conheça os benefícios e diferenciais do curso de pós-graduação em Engenharia de Petróleo e Gás Natural da UCL:

  • abordagem técnica e com foco na prática das operações de perfuração e produção de petróleo e gás;
  • corpo docente altamente qualificado, com professores experientes e especializados na área;
  • curso consolidado, que já formou várias turmas e que permite o intercâmbio com casos reais de profissionais que conquistaram uma carreira de destaque;
  • aprendizado teórico consistente, aliado ao instrumental prático que reforça o conhecimento acerca dos serviços das indústrias petrolíferas.

Então, não restam mais dúvidas. Para impulsionar sua carreira como engenheiro, vale muito a pena investir em uma pós-graduação em Engenharia de Petróleo e Gás Natural. Com amplas possibilidades de atuação e mercado aquecido, seja você um especialista para se destacar nesse cenário!

Preparado para uma guinada na vida profissional? Conheça o curso de Engenharia de Petróleo e Gás Natural da UCL e atualize suas definições de carreira!

O futuro da Engenharia será desafiador. Saiba como se preparar!

Sabemos que os engenheiros encontram um mercado de trabalho bastante aquecido, apesar dos momentos de crise. Afinal, são responsáveis por projetos que fazem indústrias e empresas funcionarem, movimentando a economia.

Contudo, é preciso considerar que, assim como em outras áreas, o profissional enfrenta desafios e deve estar preparado para encarar o futuro da Engenharia se quiser crescer na carreira. Estamos falando das mudanças que a tecnologia propicia nos modos de produção e na sociedade, dos aspectos relacionados à sustentabilidade ambiental, das tendências no segmento, entre outros fatores.

Ficou interessado em conhecer mais sobre os próximos passos da Engenharia? Então não perca nosso post e descubra quais habilidades você precisa desenvolver e os cursos com maiores oportunidades de crescimento. Boa leitura!

O impacto das novas tecnologias na área da Engenharia

Quem quer acompanhar o futuro da Engenharia precisa ficar de olho nas tendências, especialmente em relação às transformações tecnológicas nessa área. Vivemos em uma era digital, um novo paradigma para os engenheiros, que estão diante de novos modelos de negócio e de formas de produção, principalmente com os avanços da robótica e da inteligência artificial. 

Indústria 4.0

Se você quer entender melhor o que vem por aí, memorize este conceito: Indústria 4.0. Também conhecida como quarta revolução industrial, ela já é uma realidade em países desenvolvidos e está chegando ao Brasil.

E o que a Engenharia tem a ver com isso? Tudo! As empresas estão se adaptando a essa nova fase, automatizando cada vez mais seus processos por meio de dispositivos inteligentes. Afinal, a competitividade é alta, inclusive pelo avanço de empresas globais, e ninguém quer ficar para trás. Então não é de se estranhar que, para fazer essa transformação digital, a demanda por engenheiros de diferentes segmentos será cada vez maior.

Mas você pode pensar que não é de hoje que as indústrias utilizam robôs, é só lembrar a linha de produção da indústria automobilística. É que, quando falamos de Indústria 4.0, estamos associando a robótica a funcionalidades diferenciadas, à interpretação de um alto volume de dados e à conectividade de toda a cadeia de produção por redes inteligentes.

Além disso, é preciso ter qualidade nos produtos e serviços aliada à redução de custos, outro aspecto em que a tecnologia vem para garantir rapidez e eficiência nas etapas de trabalho.

Preocupação ambiental

No entanto, não dá para ter um avanço tecnológico desenfreado sem se preocupar com sustentabilidade ambiental e eficiência energética, questões que, para serem gerenciadas, também exigem engenheiros altamente capacitados.

As empresas precisam, além de seguir a legislação, comprometer-se com sua responsabilidade social, investindo em uma produção sustentável para se destacar no mercado e conquistar novos consumidores.

Novas perspectivas de trabalho

Todas essas mudanças abrem novas perspectivas para a Engenharia, seja para a criação de startups que venham inovar processos, seja em companhias já existentes, mas que buscam profissionais que tiveram uma boa formação e que se mantenham atualizados.

O que é esperado do profissional

Uma dúvida muito comum de quem quer se preparar para o futuro da Engenharia é saber quais competências devem ser desenvolvidas para ser reconhecido profissionalmente.

Em primeiro lugar, é preciso escolher uma instituição de ensino reconhecida para adquirir os conhecimentos científicos e técnicos na área. Ficar antenado a cursos que abordem as tendências e participar de eventos também vai fazer a diferença na sua carreira.

Outro ponto é se informar, aprender sobre as novas tecnologias e dominar um segundo e até terceiro idioma. Dessa forma, você consegue entrar com facilidade em multinacionais e até se candidatar a um emprego no exterior.

Soft skills

O que muitos profissionais desconhecem é que não são somente as hard skills (habilidades que descrevemos acima) que são importantes para o mercado de trabalho. É essencial desenvolver também as soft skills, competências relacionadas ao comportamento e à postura no ambiente corporativo. 

Por exemplo: não adianta o engenheiro ter feito uma boa graduação, ter experiência profissional, falar inglês e conhecer as inovações de sua área se ele tiver dificuldades no relacionamento interpessoal dentro da empresa. 

Confira a seguir as principais soft skills, habilidades do profissional do futuro.

Inteligência emocional

Esse é um termo que tem se tornado bastante popular, visto que é uma característica valorizada pelas empresas. Estamos falando da capacidade de entender as próprias emoções (e ter um controle sobre elas) e as do próximo.

Imagine uma situação em que seu superior chega até você e dá um feedback negativo a respeito de um projeto. O que você faria? Caso não tenha equilíbrio emocional, pode se descontrolar e falar o que não deve, colocando seu emprego em risco. No entanto, se souber como controlar seus impulsos, pode tentar entender o erro e melhorar em um próximo projeto.

Assim, você passa a ver os problemas de maneira mais positiva e também consegue “respirar fundo” antes de dar uma resposta atravessada, que pode pôr em risco sua carreira.

Pessoas que utilizam a inteligência emocional mantêm bons relacionamentos interpessoais no ambiente corporativo, o que facilita o trabalho em equipe e a troca de ideias.

Flexibilidade

A flexibilidade é, talvez, uma das soft skills mais importantes para o profissional do futuro. É necessário entender que, ao contrário de antigamente, em que a pessoa começava e terminava a vida profissional na mesma função, hoje é necessário sair da zona de conforto e enfrentar desafios.

O que queremos dizer é que o profissional deve estar preparado para atuar em novos projetos, trabalhar com novas tecnologias, assumir áreas diferentes e até estar disposto a trabalhar com colegas de gerações diferentes — o que pode propiciar uma rica troca de experiência.

Boa comunicação

Não dá para ter um desenvolvimento de carreira sem uma comunicação eficiente. O profissional deve saber como expressar suas ideias e opiniões com clareza e ter capacidade de saber ouvir o próximo.

Isso é importante em reuniões, bate-papos com colegas, no momento de redigir um e-mail para seu superior sobre um assunto importante e até para fazer networking.

Empatia

Saiba se colocar no lugar do próximo — pode parecer estranha a recomendação de ter empatia no local de trabalho, porém saiba que ela vai fazer a diferença na sua conduta profissional. Isso porque é necessário cultivar uma relação de respeito com os colegas da empresa para, dessa maneira, ter harmonia no ambiente organizacional, o que certamente vai melhorar o trabalho em equipe e a produtividade.

Proatividade

Ser proativo é, em linhas gerais, uma competência do profissional antenado com o futuro. Trata-se da capacidade de antever cenários, buscando soluções antes que os problemas venham a tomar grandes proporções.

A proatividade é essencial também para que o engenheiro consiga enxergar oportunidades que podem ser decisivas para sua ascensão profissional. 

Criatividade

As empresas querem crescer e, para isso, precisam desenvolver produtos e serviços inovadores ou ainda aperfeiçoar seu sistema de produção com novas tecnologias. Nesse sentido, vão valorizar os engenheiros mais qualificados e que também sejam criativos, apresentando soluções diferenciadas para o negócio.

Os cursos com maiores oportunidades de crescimento

Se você busca uma profissão com alta empregabilidade, precisa entender como funcionam os cursos de Engenharia. São graduações da modalidade bacharelado, com duração de 5 anos, e que apresentam um conteúdo bem variado e atualizado, mesclando disciplinas teóricas e práticas, com muitas aulas em laboratório.

São formações que exigem do aluno, além do cumprimento da grade curricular, o estágio supervisionado e o desenvolvimento do trabalho de conclusão de curso (TCC).

Quer conhecer as opções para ter uma carreira de destaque na Engenharia? Acompanhe a seguir os cursos que estão em alta.

Engenharia Civil

Apesar de ser um ramo bem tradicional, a Engenharia Civil também oferece boas perspectivas ao profissional que quer se preparar para o futuro. É que as tecnologias também chegaram aos projetos e canteiros de obra, otimizando a gestão do cronograma, de materiais e da produtividade das construções.

As inovações estão presentes ainda nas questões de segurança dos empreendimentos e no controle de qualidade, atividades importantes para o bom andamento das obras. Há softwares, inclusive, que otimizam desde o estudo de viabilidade até a pós-entrega.

Se você quer criar, planejar, gerenciar e fazer a manutenção de obras residenciais, prediais ou ainda de rodovias, hidrovias, pontes e aeroportos, pode apostar nessa carreira. Os profissionais que acompanham as novidades, que aprendem a lidar com as ferramentas tecnológicas e se valem da criatividade em seus projetos vão construir uma carreira de sucesso nessa área.

Engenharia da Computação

A Engenharia da Computação é uma área estritamente ligada às tendências tecnológicas, visto que o profissional está apto para atuar com sistemas, software e hardware. Assim, encontra espaço em empresas de todos os tamanhos e setores, ou seja, é um mercado aquecido e só tende a aumentar com a transformação digital.

As atribuições do engenheiro de computação são variadas e incluem a criação e gerenciamento de projetos de redes de computadores, a área de automação industrial e até o desenvolvimento de sistemas digitais, robôs e aplicativos.

Engenharia de Controle e Automação

Quando se fala nos desafios da engenharia com as novas tecnologias, o engenheiro de controle e automação assume um papel especial. Como ele atua no desenvolvimento e gerenciamento de projetos de automação industrial, é bastante requisitado por companhias que buscam se adaptar à Indústria 4.0.

A graduação em Engenharia de Controle e Automação, também chamada de Mecatrônica, prepara o profissional para o desenvolvimento e o gerenciamento de máquinas e equipamentos que participam das etapas automatizadas do setor industrial. Assim, esse profissional está apto a trabalhar com sistemas de controle, robótica e adaptação de softwares para otimizar os processos produtivos, melhorando a segurança e a qualidade e reduzindo os custos.

Além de trabalhar na indústria, ele encontra oportunidades na área da saúde, com equipamentos hospitalares, automação residencial e, ainda, na área de desenvolvimento de softwares.

Engenharia de Produção

As empresas que estão se preparando para o futuro de modo a inovar e superar a concorrência buscam profissionais da Engenharia de Produção. É que essa área se volta para projetos com o objetivo de aumentar a produtividade e a qualidade de serviços e produtos e de reduzir custos.

O profissional assume, dessa maneira, um papel estratégico, já que ele tem o conhecimento para lidar com a gestão de equipes, finanças, projetos e materiais — sem contar que pode assumir ainda cargos na área de logística. Ele tem, portanto, uma visão sistêmica do negócio, o que permite atuar em várias frentes e propor melhorias para o processo produtivo.

Engenharia Biomédica

Os grandes avanços da Medicina se devem ao desenvolvimento tecnológico de sistemas e de equipamentos que permitem diagnósticos mais precisos, tratamentos cada vez mais eficazes e menos invasivos e ferramentas voltadas para os cuidados preventivos. No entanto, como a área da saúde pode ter alguma relação com a Engenharia? São segmentos que estão interligados na Engenharia Biomédica, um ramo novo e bastante promissor.

Quem escolhe essa área pode atuar em desenvolvimento, gerenciamento e manutenção (preventiva e corretiva) de equipamentos médicos, biomédicos e odontológicos. Pode trabalhar ainda com a criação de softwares voltados para esses aparelhos.

Dessa maneira, o engenheiro biomédico pode atuar em hospitais, clínicas médicas, centros de saúde, laboratórios farmacêuticos e de análises clínicas, bem como em empresas especializadas em manutenção hospitalar. No setor industrial, o profissional pode trabalhar no projeto e desenvolvimento de soluções e de equipamentos para a área da saúde. 

Engenharia de Petróleo

O petróleo é um produto central na economia, dessa forma é uma área em alta quando se trata da Engenharia do futuro.

O profissional desse segmento atua nos processos de exploração e produção de petróleo e gás. Desse modo, sabe lidar com:

  • novas tecnologias do setor;
  • exploração de derivados de petróleo;
  • gerenciamento de sua comercialização e transporte;
  • avaliação dos riscos ambientais das etapas de produção.

O engenheiro encontra espaço em refinarias, petrolíferas, indústrias petroquímicas e pode ainda atuar como consultor ambiental nesse segmento.

Engenharia Química

A Engenharia Química é uma área ampla e que tende a crescer ainda mais. É responsável pelos processos de extração e transformação de matérias-primas em produtos, como cosméticos, combustíveis, tintas, tecidos, alimentos, entre outros segmentos.

É um engenheiro que participa ativamente dos processos produtivos e suas tecnologias, garantindo sua otimização e controle de qualidade. O profissional ganhou ainda mais destaque porque pode atuar para que a indústria produza sem agredir o meio ambiente. Desse modo, estão entre suas atribuições:

  • elaboração de requisitos técnicos para manipulação e descarte correto de produtos químicos;
  • medidas de controle de poluição;
  • tratamento de resíduos industriais.

As principais tendências para o futuro da Engenharia

Se você quer se formar como engenheiro e busca se preparar para o futuro, precisa ficar por dentro das principais tendências da área. Veja a seguir.

Questões ambientais

Não há como negar que o desenvolvimento trouxe junto a degradação dos recursos naturais. Mas será que precisa ser assim, com tantas tecnologias desenvolvidas? Esse é um assunto em alta na Engenharia, visto que a sustentabilidade ambiental é uma preocupação não só dos governos, mas também de empresas de diferentes setores.

Dessa maneira, terão destaque os engenheiros que se dedicarem às questões relacionadas ao meio ambiente, como:

  • desenvolvimento de equipamentos e processos que reduzam o uso da água;
  • criação de sistemas de controle de poluentes;
  • projetos relacionados a tratamentos de resíduos;
  • recuperação de áreas degradadas;
  • gestão de recursos hídricos;
  • legislação e licenças ambientais.

Eficiência energética

Seguindo ainda a pauta de sustentabilidade ambiental, uma tendência no futuro da Engenharia é pensar em ações estratégicas para otimização do uso da energia. Nesse contexto, ganham destaque os engenheiros que desenvolvem processos, sistemas e tecnologias que reduzem o consumo energético ou que passam a utilizar fontes alternativas de energias, como a solar e a eólica.

Para as empresas, há interesse na contratação de profissionais qualificados nessa questão, pois significa redução de custos, além de uma produção ecologicamente correta.

Aquecimento da construção civil

A construção civil, que sentiu as oscilações na economia nos últimos anos, teve uma retomada no Brasil. Com o aquecimento do setor, houve aumento a contratação de pessoal qualificado, como os engenheiros.

Segundo uma pesquisa da Michael Page, a procura por determinados profissionais da área teve um crescimento de 300% de janeiro a setembro de 2019. Assim, vagas como gerente de novos negócios, gerente de vendas e outras voltadas para o gerenciamento de obras estão movimentando as contratações no setor.

Produção automatizada e inteligente

Com a transformação digital, cada vez mais as empresas terão que contar com uma produção mais automatizada e inteligente. É o avanço da robótica, que vai permitir um controle autônomo das etapas da cadeia produtiva por meio de sistemas que conseguem identificar falhas, possibilitando fazer adaptações e manutenções quando necessário.

Estamos falando da expansão da inteligência artificial, na qual máquinas podem aprender funções humanas. É, portanto, uma área com boas oportunidades para os engenheiros, que vão desenvolver e gerenciar esse tipo de processo para trazer mais eficiência na produtividade.

Tecnologia na área da saúde

Os engenheiros podem fazer carreira também buscando qualificação em tecnologias na área da saúde. É um mercado com boas possibilidades e que busca se expandir com o desenvolvimento de soluções em equipamentos e sistemas voltados para o diagnóstico, prevenção e tratamento na Medicina e na Odontologia.

Multidisciplinaridade

É importante ainda ter em mente que o futuro da Engenharia será marcado pela multidisciplinaridade. Dessa maneira, não é por que o profissional é da área civil, por exemplo, que não pode empreender, gerenciar pessoas e até mesmo se envolver em questões relativas ao meio ambiente.

Então, quem busca crescer deve ter uma visão mais aberta sobre os diferentes processos que envolvem sua atuação para buscar cursos de capacitação que possam complementar a formação e valorizar seu currículo. Por isso, mesmo depois de graduado, fique de olho em cursos de especialização e MBA para dar um salto na sua carreira.

Como escolher o curso que mais combina com você

Falamos sobre as boas perspectivas na Engenharia e sobre os cursos que estão em alta para quem almeja uma carreira de sucesso. No entanto, não basta apenas ter afinidade com essa área, é necessário saber como escolher a graduação que mais combina com seu perfil e que atenda às suas expectativas profissionais.

Reflita sobre o nicho com o qual você gostaria de atuar

Em geral, nas Engenharias, você vai trabalhar com cálculo e raciocínio lógico. Entretanto, cada área tem um direcionamento diferente. Dessa maneira, é necessário refletir sobre seus objetivos profissionais, o local que gostaria de atuar e quais funções têm mais a ver com você.

Em muitos cursos, por exemplo, existe ainda a possibilidade de empreender, ou seja, de criar e gerenciar um negócio próprio. Se você tem espírito de liderança, pode apostar nesse direcionamento para sua carreira.

Pesquise sobre a grade curricular do curso

Pode ser difícil entender como é o trabalho de cada área dentro da Engenharia. Uma dica é pesquisar a grade curricular dos cursos de seu interesse nos sites das próprias faculdades. Como o conteúdo traz muitas disciplinas práticas, fica fácil saber o que você vai encontrar na rotina profissional.

Converse com os profissionais que já atuam no segmento

Falando em rotina profissional, um bom jeito de descobrir como é a de cada curso é conversando com quem já atua na área. Tire suas dúvidas com esses engenheiros e descubra sobre os principais desafios e perspectivas de carreira.

Busque orientação em uma instituição de ensino de referência

Por último, não deixe de entrar em contato ou de visitar instituições de ensino superior de referência em cursos de Engenharia, como a UCL. É uma maneira de conhecer cada graduação e conversar com professores e coordenadores.

Na UCL, por exemplo, você vai descobrir uma infraestrutura completa para uma formação de qualidade. A instituição conta com laboratórios equipados, tecnologias na área e tem o diferencial de oferecer uma matriz curricular que acompanha as novidades do mercado.

Mesmo diante de tantos desafios, saiba que o futuro da Engenharia oferece boas oportunidades para profissionais que fazem a graduação em uma instituição de ensino de qualidade, acompanham as tendências e estão sempre em busca de novos aprendizados.

E aí? Ficou interessado em saber mais detalhes sobre os cursos de Engenharia? Conheça todas as opções da UCL e comece a construir sua carreira!

Saiba como as técnicas de leitura podem ajudá-lo nos estudos

Todo acadêmico ou profissional no mercado de trabalho precisa ler bastante para se atualizar com as melhores práticas da sua área. Desse modo, você ganha mais autoridade com seus empregadores e clientes. Portanto, quanto mais textos absorve, melhor. Para melhorar sua agilidade e seu aproveitamento, há algumas técnicas de leitura que podem ajudar bastante.

Neste post, separamos as estratégias mais relevantes nesse sentido. Assim, você poderá adequar cada uma delas de acordo com cada situação e se destacar dos seus colegas. Quer saber mais? Acompanhe!

Como as técnicas de leitura podem ajudá-lo?

Há dezenas de técnicas de leituras diferentes, porém nem todas elas são efetivas para a sua rotina de estudos. A seguir, separamos as mais reconhecidas por estudiosos no assunto. Confira!

Skimming

O skimming consiste em fazer uma leitura rápida de um texto sem se ater aos detalhes. É literalmente só escanear o texto com os olhos com a finalidade de verificar os assuntos mais frequentes e se familiarizar com a estrutura do texto.

Geralmente, os autores deixam muito claros os temas centrais, então uma lida rápida ajuda a aprender alguns pontos mais gerais e importantes. Em alguns casos, para melhorar a fixação desse conhecimento inicial, alguns leitores fazem um pequeno resumo ou guia de leitura após o skimming.

Assim, após utilizar essa técnica, ficará muito mais fácil ler um determinado texto. Isso é especialmente útil para livros acadêmicos com uma densidade de informação muito grande. Em alguns casos, muitos detalhes não serão realmente importantes para você, pois a escrita pode ser muito prolixa. Então, é sempre bom já ir preparado para absorver somente os dados centrais.

Scanning

Frequentemente, lemos determinado texto com a finalidade de encontrar uma informação muito específica. Desse modo, geralmente não lemos grande parte do conteúdo com muita atenção a acharmos. A isso, damos o nome de scanning — que é traduzido como escanear em português.

Essa é uma ótima estratégia, por exemplo, quando vamos estudar para algum teste com assuntos determinados previamente. Da mesma forma, é importante para quando vamos fazer alguma tarefa com perguntas específicas. Assim, procuramos no texto somente aqueles dados que contribuirão para a resposta.

O scanning também pode ser uma estratégia para fazer bons resumos de um texto. O leitor pode escanear um conteúdo e fazer uma síntese daqueles trechos mais importantes, o que facilita para uma revisão futura. 

Leitura ativa

A leitura ativa tem como objetivo trazer uma compreensão mais profunda de um determinado texto. Nesse caso, o leitor terá uma participação ativa durante a leitura em vez de simplesmente absorver o conteúdo de forma passiva.

Para isso, podem ser adotadas várias estratégias, como:

  • questionar-se constantemente o porquê de determinada informação apresentada;

  • pensar em aplicações práticas dos conceitos explicados;

  • tomar notas dos pontos mais importantes;

  • pensar em formas de como explicaria o conteúdo para um colega;

  • fazer imagens mentais dos assuntos etc.

Portanto, essa técnica deve ser utilizada sempre que você precisar ter um conhecimento profundo e duradouro de determinada temática. Além disso, ela estimula a criatividade e o senso crítico.

Leitura detalhada

O foco dessa técnica é extrair informações precisas de um texto, ou seja, precisamos dominar os conceitos com maestria, sem nenhum erro de interpretação. Para isso, a maioria das pessoas busca ler palavra por palavra, mas essa não é a estratégia mais eficiente.

Na leitura detalhada, o primeiro passo é fazer um skimming de todo o texto para ter uma ideia geral. Depois disso, será a hora de ler em detalhes parando para reler frases com compreensão difícil, reler conceitos importantes, fazer anotações, consultar dicionários, entre outras práticas. 

Leitura dinâmica

Essa é uma estratégia frequentemente citada por especialistas em leitura, pois ajuda a aumentar a quantidade de palavras que uma pessoa consegue ler por segundo sem comprometer o entendimento do texto.

Portanto, é necessário bastante treinamento cujo objetivo final é reduzir a vocalização mental durante a leitura. Para isso, pode-se utilizar as seguintes técnicas com grau de dificuldade crescente:

  • identificação de palavras sem focar nos sons de cada sílabas;

  • não fazer a representação vocal de algumas palavras de uma frase;

  • deixar de subvocalizar algumas frases;

  • gastar menos tempo com algumas frases do que outras;

  • evitar a vocalização de pequenos parágrafos;

  • não vocalizar grande parte de uma página.

Estrutura-Proposição-Avaliação

Essa é uma técnica criada pelo autor de “Como ler um livro”, Mortimer Adler. A ideia é compreender a estrutura lógica utilizada em cada texto rapidamente e, assim, evitar a idas e vindas em um parágrafo. Para isso, deve-se seguir três etapas:

  • estudar a estrutura do texto;

  • analisar as proposições lógicas feitas e a organização das cadeias de inferência;

  • avaliar os méritos dos argumentos propostos e conclusões que daí derivam.

Desse modo, é possível também obter uma memorização mais permanente do assunto, pois você terá se envolvido com o texto de fato. Ou seja, método muito útil para estudar um tema de grande relevância.

Pesquisa-Pergunta-Leitura-Recitação-Revisão

Por fim, temos uma técnica cujo objetivo é uma leitura estruturada de todo e qualquer texto importante para sua vida acadêmica. Assim, pode-se ter uma compreensão mais clara dele e uma memorização mais profunda. 

Para isso, devem-se seguir cinco etapas consecutivas:

  • pesquisa — buscar informações, como resumos ou introduções, antes de iniciar a leitura do texto;

  • pergunta — antes mesmo de iniciar a leitura, elaborar perguntas sobre o assunto para fazer uma leitura mais dirigida do texto, isso evita apenas interpretar passivamente o significado das palavras;

  • leitura — é o ato propriamente dito, guiado pelas perguntas da fase de pesquisa;

  • recitar — o leitor deve responder às próprias perguntas mentalmente por meio de palavras-chave;

  • revisão — devem-se repassar os principais pontos mentalmente.

Como elas funcionam na prática?

Para ter sucesso com as técnicas de leitura, o primeiro passo é escolher aquela que mais se adéqua aos seus objetivos no momento e ao seu perfil. Além disso, é essencial ter persistência, pois todas elas exigem treinamento. Desse modo, não será nas primeiras semanas que você conseguirá dominá-las. Além disso, é importante seguir as dicas que explicamos a seguir.

Leia em um lugar silencioso

A leitura exige muita concentração, pois é uma habilidade cognitiva muito complexa. O excesso de estímulos sonoros vai desviar a atenção da sua mente para o ambiente, procurando a origem dos sons e interpretando potenciais ameaças. Por conseguinte, é essencial procurar um lugar silencioso, sem muitas interrupções, característica de uma boa organização pessoal na hora dos estudos.

Não insista quando estiver cansado

Outro erro muito comum é insistir na leitura quando estamos muito cansados. Afinal, nessa situação, nosso cérebro está fisiologicamente esgotado e não tem a capacidade de absorver muitas informações. Desse modo, se você insistir, é muito provável que você não aprenda muito e ainda crie uma aversão pela leitura, o que pode comprometer seu rendimento no futuro. 

Com essas técnicas de leitura, você terá destaque tanto no ambiente acadêmico quanto profissional. Afinal, uma carga teórica sólida é essencial para o reconhecimento no mercado e nas universidades.

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