O guia definitivo dos tipos de carreira para recém-formados

Você sabia que conhecer os diferentes tipos de carreira é uma das principais estratégias para conquistar as melhores oportunidades de trabalho? Afinal, ao descobrir as diversas áreas de atuação, é possível determinar qual caminho seguir e, então, montar um plano de carreira eficiente e objetivo para alcançar todas as suas metas.

Além disso, você entra em contato com uma série de possibilidades que não foram apresentadas durante a graduação. O resultado é muito simples e benéfico: a ampliação dos seus horizontes profissionais, a possibilidade de expandir sua rede de contatos e, consequentemente, o alcance de boas colocações no mercado.

Para garantir que você conquiste todas as vantagens de escolher o melhor tipo de carreira para sua vida profissional, preparamos este conteúdo com todas as informações sobre o assunto. Aproveite para anotar as nossas dicas e começar a construir um plano de ação eficiente e coerente com seus objetivos. Boa leitura!

Quais são os tipos de carreira existentes?

Quando saímos da graduação, desejamos encontrar as melhores oportunidades do mercado. Nos inspiramos em profissionais renomados e almejamos o sucesso, reconhecimento e satisfação que eles têm, não é mesmo? Mas ao analisar o êxito de colegas, muitas vezes nos esquecemos a trajetória que os levaram até lá.

O primeiro passo para garantir sucesso na carreira é conhecer quais são as possibilidades de trabalho, isto é, os diferentes caminhos que podemos tomar para alcançar nossos objetivos e metas profissionais. Se você ainda não sabe, elas vão muito além da relação empregatícia entre chefe e funcionário.

Com as transformações tecnológicas e o desenvolvimento econômico mundial, novas carreiras surgiram e criaram oportunidades para os profissionais. O maior exemplo dessa mudança é a carreira acadêmica: hoje, pesquisadores e professores são colaboradores essenciais para o desenvolvimento do mercado.

Afinal, por meio de pesquisas e investigações os trabalhadores expandem as suas possibilidades de atuação e, claro, alimentam as oportunidades no mercado. Consequentemente, temos profissionais mais engajados e dispostos a ampliar seus horizontes e se destacar em áreas emergentes.

Para além da carreira acadêmica, existem diversas outras que oferecem boas possibilidades de atuação. Não sabe quais são elas? Não se preocupe, nos próximos tópicos explicamos cada uma delas. Confira!

Carreira tradicional

Também chamada de burocrática, a carreira tradicional é caracterizada pela divisão formal do trabalho. Aqui, encontramos atuações que apresentam hierarquias bem determinadas com uma grande centralização do poder, bem como leis e códigos que são seguidos por toda a cadeia de colaboradores.

É por isso que a chamamos de tradicional: esse modelo foi construído há diversos anos e era, para muitos trabalhadores, sinônimo de um trabalho estável e muito eficaz. Vale ressaltar que ela também é sustentada pela promoção e meritocracia, fazendo com que os colaboradores que mais se destacam tenham melhores oportunidades dentro da empresa.

Com isso, a carreira tradicional é marcada pelo grande sistema de benefícios e recompensas, tendendo a apresentar um aumento de salário conforme o trabalhador sobe de cargo. Indo mais além, o sistema meritocrático desse modelo depende de habilidades específicas de cada colaborador, valorizando aqueles que apresentam ensino superior completo e especialização, como MBA ou pós graduação.

Carreira multidirecional

Você já percebeu que muitas vezes desejamos coisas ambíguas? Por exemplo, é comum escutarmos jovens falando sobre suas ambições no futuro: querem ser médicos, professores e chefs de cozinha. Essas três profissões são totalmente distintas uma das outras, certo?

Isso acontece porque, ao longo do nosso desenvolvimento, não nos preocupamos com a qualidade do mercado de trabalho, e sim em satisfazer o nosso desejo de conquistar algo e ser reconhecido por fazer o que gostamos. É justamente essa complexidade de gostos e pensamentos que possibilita a carreira multidirecional.

Diferentemente da tradicional, essa modalidade é desenvolvida a partir de uma rede em que você pode descobrir diversos campos da sua área de trabalho. Partindo para uma explicação prática, podemos pensar nos trabalhos em startup. Nesse segmento, os colaboradores podem caminhar por diferentes campos de atuação, trabalhando como customer success, endomarketing e analista de vendas, por exemplo.

A palavra-chave dessa carreira é o questionamento. A cada instante, os profissionais questionam-se se estão satisfeitos com a sua situação atual e buscam outras ações que podem auxiliar no alcance dos seus objetivos, transformando seu foco de atuação. Para quem gosta de flexibilidade e dinamismo no ambiente de trabalho, essa é a escolha certa.

Carreira empreendedora

No último tópico falamos sobre flexibilidade e dinamismo, dois fatores que também estão presentes na carreira empreendedora. Aqui, os profissionais trabalham para construir a sua própria oportunidade de negócio a partir das possibilidades do mercado, encontrando formas de crescimento diferenciadas das outras empresas.

O estudo, planejamento e execução são essenciais para quem quer seguir a carreira empreendedora. Isso porque é fundamental conhecer bem a sua área para conseguir identificar lacunas, estruturar o um plano de ação e colocá-lo em prática de maneira efetiva para se destacar em um mercado tão concorrido.

Não é à toa que existem diversos cursos de especialização sobre empreendedorismo, auxiliando os profissionais que querem se tornar donos do próprio negócio a desenvolver uma visão inovadora e mais dinâmica — tanto em relação ao mercado quanto ao seu estilo de trabalho.

Carreira sociopolítica

A carreira sociopolítica é uma área de trabalho que vai muito além da política que conhecemos: ela é caracterizada pelas relações sociais que os profissionais estabelecem em seu ambiente de trabalho. Isso quer dizer que os trabalhadores utilizam tais interações como instrumento principal de atuação.

Não podemos negar que, para qualquer profissão, ter um bom retorno e desenvolver as habilidades sociais são ações imprescindíveis. No entanto, quem opta por seguir essa carreira deve, necessariamente, trabalhar por meio dessas competências, visto que são elas que garantirão as melhores oportunidades no mercado.

Aqui, encontramos o trabalho político, ações do terceiro setor, profissões que lidam diretamente com a comunidade e organizações familiares. Cada uma dessas áreas demanda uma formação específica, mas tem como base as relações interpessoais e as habilidades sociais do profissional.

Carreira acadêmica e de pesquisa

No início do conteúdo falamos um pouco sobre a carreira acadêmica, mas não poderíamos deixar de nos aprofundar nessa área de atuação. O profissional que investe o seu tempo em pesquisa e investigação lida diretamente com as inovações do mercado, explorando e descobrindo novas formas de trabalho que outros colegas podem adotar.

Além da atuação em universidades e grupos de pesquisa, você também pode ser contratado como pesquisador para uma empresa, desenvolvendo recursos exclusivos para aquela organização. Assim, você a auxilia a alcançar as melhores vantagens competitivas do mercado e, claro, conquista as melhores oportunidades dentro da empresa.

Baseado no nível de conhecimento, esse trabalho também envolve as habilidades sociais dos profissionais. Isso porque o marketing boca a boca e uma boa rede de contatos permite a conquista de melhores oportunidades, tanto dentro da academia quanto em organizações mais especializadas.

Para quem quer começar a trabalhar na área, a melhor forma é iniciar uma pós-graduação stricto sensu, ou seja, investir em um mestrado e doutorado para ter uma boa especialização. Consequentemente, você entrará em contato com outros pesquisadores, ao mesmo tempo em que poderá aprimorar seus conhecimentos e habilidades, auxiliando-o a encontrar as melhores possibilidades de trabalho nesse meio.

Carreira de conhecimento proprietário

Para concluir os diferentes tipos de carreira que existem, precisamos falar sobre o conhecimento proprietário. Talvez essa seja a modalidade mais diferente das outras, pois envolve um trabalho muito segmentado: o conhecimento útil específico para uma empresa, serviço ou produto.

Imagine que você faz parte de uma organização e os líderes decidem investir em uma nova tecnologia para aprimorar o negócio e o funcionamento do trabalho dos colaboradores. Então, os donos dessa inovação chegam na sua empresa e oferecem workshops e cursos para que todos possam aprender a mexer com os novos softwares.

É justamente esse trabalho e formação que caracteriza o conhecimento proprietário. Alguém, de outra empresa, que tem o conhecimento sobre determinado aspecto que uma organização precisa e o oferece como serviço. Assim, em vez de os colaboradores aprenderem sobre uma linguagem de programação para criar seu novo software, eles apenas descobrem como lidar com o próprio produto.

Além disso, não é preciso focar apenas em inovações tecnológicas  consultores e analistas de Recursos Humanos, por exemplo, trabalham diretamente com o conhecimento proprietário, assim como profissionais que realizam patentes e trabalhadores da segurança digital.

Quais os níveis dentro dessas carreiras?

Até aqui, você pôde conhecer os diferentes tipos de carreira que existem e qual a importância de focar em uma delas para garantir as melhores oportunidades no mercado. No entanto, o nosso conteúdo não estaria completo se não falássemos sobre os diversos níveis que existem dentro dessas atividades.

Afinal, cada função apresenta uma exigência diferente, assim como formas de atuação distintas. Quer um exemplo? O mais clássico deles é a diferenciação entre os líderes e os colaboradores em uma empresa formal. De maneira geral, o líder assume uma postura mais gerencial, enquanto os colaboradores trabalham em nível técnico.

Cada tipo de carreira apresenta um nível de especialização e especificação de trabalho, fazendo com que seja importante conhecê-las para, então, começar a construir a sua jornada de maneira consolidada e bem-sucedida.

Por isso, separamos nos tópicos a seguir os quatro diferentes níveis hierárquicos para que você possa escolher o seu caminho profissional com segurança, determinando seus objetivos com facilidade e iniciando seu plano de carreira. Acompanhe!

Operacional

O trabalhador operacional não demanda um grande nível de especialização, apresentando funções mais práticas e menos específicas em diferentes esferas do mercado. Via de regra, cursos e workshops disponibilizados pela própria empresa contratante são suficientes para realizar todas as suas atividades cotidianas.

Aqui, encontramos profissionais que atuam com linha de montagem e produção de determinado produto, vendedores de lojas e atendentes de maneira geral. Apesar de não exigem um alto grau de especialidade para sua realização, esses são trabalhos indispensáveis para o andamento dos negócios.

Especialista

O nível especialista é o oposto do operacional: os trabalhadores precisam ter uma boa especialização na sua área para tornar suas habilidades distintas no mercado. O mais indicado para conquistar sucesso sendo um especialista é realizar uma boa pesquisa em empresas para conferir quais competências estão com elevada demanda e, então, investir no seu desenvolvimento.

Além disso, manter a sua formação constante com cursos, palestras, pesquisas e workshops é uma ação indispensável para quem quer destaque como especialista. Isso porque essas atividades aprimoram cada vez mais o seu conhecimento e desenvolvem habilidades que podem destacar o seu trabalho no meio da concorrência.

Seguindo a lógica do exemplo anterior, aqui encontramos os engenheiros de produção, que têm um nível técnico e específico da linha de montagem, mas não trabalham diretamente no chão de fábrica. Peritos e pesquisadores também fazem parte dessa modalidade e são bem reconhecidos no mercado.

Gerencial

O trabalho gerencial alinha tanto atividades operacionais quanto habilidades específicas. Aqui, o grau de especialização não é uma demanda indispensável, mas o domínio de conhecimento sobre sua esfera de trabalho é importante e muito valorizado pelas organizações.

Como você já deve imaginar, quem trabalha no nível gerencial são os próprios gerentes de uma empresa ou de órgãos do setor público. Assim, eles lidam diretamente com o engajamento das suas equipes de trabalho e precisam aprimorar suas competências de liderança e comunicação para motivar seus colaboradores.

Indo mais além, o trabalho gerencial tem relação direta com a carreira empreendedora, já que muitos empresários e microempreendedores precisam desenvolver habilidades gerenciais para alcançar melhores resultados, bem como para criar um ambiente de trabalho amigável e mais colaborativo entre os colaboradores.

Executivo

O nível executivo é aquele que demanda o maior grau de especialização entre os trabalhadores. Isso porque esses profissionais são responsáveis pela execução de atividades administrativas que impactam diretamente o desenvolvimento da empresa. Normalmente, os cargos desse nível têm relação direta com o trabalho dos gestores e especialistas.

Como exemplo, podemos pensar no CEO ou diretor executivo de uma empresa. Representante de uma autoridade na hierarquia operacional, ele desenvolve estratégias de ação dentro da organização, bem como mantém e aprimora a visão de todas as equipes para mantê-las associadas com os princípios e valores organizacionais construídos em conjunto.

Além disso, a demanda por um CEO que apresente habilidades interpessoais aprimoradas é alta no mercado, pois as empresas precisam de um executivo que saiba como lidar com seus colaboradores, clientes, fornecedores, parceiros e até concorrentes, mantendo uma boa imagem da própria empresa no mercado de trabalho.

Como definir o tipo e nível de carreira a seguir?

Agora que você já conhece tudo sobre os tipos de carreira e seus diversos níveis, surge a grande questão: “o que é preciso ser feito para defini-los e começar a trilhar um caminho profissional de excelência?”. Pois saiba que existem diversas ações que você pode realizar para determinar sua atuação profissional!

Afinal, são muitas as atividades que podem garantir o alinhamento das suas ambições com as melhores oportunidades do mercado. Para que tudo ocorra bem e a evolução da sua carreira aconteça da melhor forma possível, separamos as melhores dicas que o ajudarão a determinar qual caminho seguir. Acompanhe!

Planeje-se e organize-se

O primeiro passo para garantir uma carreira de destaque é o planejamento. Sem ele, é difícil considerar todas os seus objetivos e montar um plano de trabalho coerente com aquilo que você busca, não é mesmo? É por isso que ele precisa contemplar não só as suas metas, como também todos os passos que você deve tomar para alcançá-las.

Por exemplo, se o seu objetivo é trabalhar em uma empresa reconhecida no mercado e ascender profissionalmente, a primeira etapa do seu planejamento é a pesquisa. Conhecer quais são as organizações que oferecem essa possibilidade, assim como as habilidades que eles demandam de seus profissionais, já oferece uma série de ações para serem adotadas, como cursos e especializações.

Conheça as tendências do mercado

Uma vez que você já realizou o seu planejamento e sabe quais passos precisam ser seguidos para alcançar o sucesso, é preciso entender quais são as tendências que as empresas seguem atualmente. Isso faz com que seja mais fácil determinar o tipo de carreira e o nível que você poderá adotar em seu trabalho.

Por exemplo, se você optar pela tendência empreendedora, investir seu esforço no nível operacional não é a melhor escolha, já que ele não oferece o campo de trabalho necessário para se tornar empreendedor. Consequentemente, estudar sobre os níveis especialista e executivo pode ajudar no desenvolvimento de conhecimento e habilidades fundamentais para gerir seu próprio negócio e ter um bom retorno financeiro.

Crie uma boa rede de contatos

Outro fator indispensável para determinar o tipo de carreira é ter uma boa rede de contatos. Em um primeiro momento, esse networking oferecerá um excelente campo de pesquisa, possibilitando o contato com diversos profissionais que já atuam na área. Assim, você pode conversar sobre as demandas do mercado e as oportunidades que as empresas estão oferecendo no dia a dia.

Indo mais além, essa rede de contato será um excelente recurso, uma vez que você já determinou qual carreira quer seguir. Afinal, é por meio dela que você poderá encontrar novas possibilidades de atuação, bem como trocar ideias, experiências e aliar-se parceiros seguros e confiáveis.

Reavalie seus resultados com frequência

A última dica que compartilhamos com você é uma das mais importantes: reavalie a sua carreira e os resultados obtidos com regularidade. Fazer uma boa análise do caminho percorrido garante uma série de vantagens, como:

  • compreender como está o funcionamento do mercado atual;
  • descobrir quais habilidades precisam ser desenvolvidas para conquistar mais reconhecimento;
  • reduzir o medo de mudar de cargo e enfrentar novos desafios do mercado de trabalho — algo necessário para o bom crescimento dentro de uma empresa;
  • perceber a necessidade de realizar novos cursos de especialização para refinar seu conhecimento;
  • garantir a possibilidade de aumentar o salário.

A transformação profissional é uma variável muito comum para os trabalhadores, sobretudo aqueles que desejam exercer suas atividades em empresas já consolidadas. Por isso, reavaliar os seus objetivos, analisar tudo o que foi conquistado e o que ainda está por vir é uma ação que aprimora o seu planejamento e o auxilia no alcance de melhores resultados.

O que o mercado espera dos profissionais formados?

Ao longo deste conteúdo, frisamos a importância de conhecer as demandas do mercado para o profissional do futuro. Afinal, conhecer o que as empresas procuram de seus colaboradores é uma das melhores formas de iniciar o seu planejamento de carreira a fim de conquistar resultados cada vez mais coerentes com seus objetivos.

Então, o que realmente as organizações procuram e desejam que seus colaboradores apresentem para as equipes e líderes? Para responder essa pergunta, é fundamental ter em mente que cada empresa apresenta características próprias e, então, buscam habilidades específicas em seus trabalhadores.

No entanto, é possível criar um panorama geral, ou seja, competências que são comuns em diversas carreiras — tanto tradicionais quanto multidirecionais, empreendedoras e acadêmicas, por exemplo. Com elas, o colaborador conquista bons resultados, consolida uma atuação de sucesso e aprende a:

  • determinar metas pessoais e coletivas;
  • ter engajamento com outros colaboradores e equipes, criando uma boa rede dentro e fora da empresa;
  • ser proativo e colaborativo, trabalhando bem em equipe;
  • montar parcerias com outros profissionais da área, ampliando o networking da própria organização;
  • investir constantemente em especializações e cursos para aprimorar seus conhecimentos;
  • pensar de forma analítica e entender o posicionamento das críticas e feedbacks;
  • desenvolver habilidades de comunicação e relações sociais saudáveis;
  • saber quais são seus objetivos pessoais e profissionais para estruturar o seu plano de carreira.

Um profissional bem-sucedido não é aquele que apresenta uma longa carreira com décadas de experiência, mas aquele que sabe onde quer chegar e busca todas as ferramentas necessárias para alcançar seus objetivos.

Para isso, é fundamental conhecer os diferentes tipos de carreira que o mercado oferece, bem como seus níveis, e entender qual delas é a ideal para o seu desenvolvimento, buscando cursos e especializações para garantir as melhores oportunidades.

E então, quer saber mais sobre como se especializar e alcançar as melhores colocações no mercado de trabalho? Entre em contato conosco e descubra quais são os cursos que podem alavancar sua carreira!

Conheça 6 grandes arquitetos brasileiros que fizeram história

A Arquitetura é uma das profissões em alta no mercado, e quem ainda não sabe se quer mesmo seguir essa carreira pode se inspirar em grandes arquitetos brasileiros, que deixaram sua marca registrada em trabalhos por todo o país e no exterior.

Quer conhecer melhor alguns dos nomes que são referências nessa área e suas obras? Não deixe de conferir este post e descubra como é possível ter sucesso ao estudar Arquitetura! Boa leitura!

1. Oscar Niemeyer

É impossível fazer uma lista de grandes arquitetos brasileiros sem destacar o carioca Oscar Niemeyer, formado pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, em 1934. Ele é um ícone da arquitetura moderna, além de ser reconhecido mundialmente por conta da liberdade criativa de suas obras.

Ele apresentou uma linguagem com formas novas, explorando os espaços vazios, o branco, o concreto armado e a geometria biomórfica, servindo de referência para gerações de arquitetos.

Não é à toa que recebeu, inclusive, o convite da Organização das Nações Unidas (ONU) para participar da comissão que definiria os planos para a sede da entidade em Nova Iorque. Seu nome assina, ainda, junto ao urbanista Lúcio Costa, o projeto de Brasília, de 1960.

Outras obras de destaque de Niemeyer são:

  • Conjunto Arquitetônico da Pampulha, Belo Horizonte (MG);

  • Edifício Copan, São Paulo (SP);

  • Parque do Ibirapuera, São Paulo (SP);

  • Passarela do Samba, Rio de Janeiro (RJ);

  • Memorial da América Latina, São Paulo (SP).

2. Roberto Burle Marx

Roberto Burle Marx é um paisagista brasileiro de renome. Essa paixão teve início ainda na infância, quando aos 8 anos começou seu primeiro jardim em um casarão no Rio de Janeiro.

Burle Marx morou com a família em Berlim, na Alemanha, em 1928, período em que começou a estudar pintura, tendo contato com diversas correntes artísticas de vanguarda. Nesse país, visitou exposições importantes, como as de Pablo Picasso, Henri Matisse e Vincent van Gogh.

De volta ao Brasil, em 1930, Burle Marx começou a estudar na Escola Nacional de Belas Artes, onde teve contato com Cândido Portinari, além de conhecer Hélio Uchôa e Oscar Niemeyer. Em 1932, ele criou seu primeiro projeto de paisagismo no jardim de uma residência assinada pelo arquiteto Lúcio Costa.

No final da década de 1940, comprou uma propriedade no Rio de Janeiro, onde deixou seu legado com um jardim botânico pessoal. A residência foi transformada, em 1985, no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Outras obras do paisagista são:

  • Parque Ecológico do Recife (PE);

  • Parque Ibirapuera, em São Paulo (SP);

  • Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro (RJ).

3. Ruy Ohtake

Ruy Ohtake é um dos grandes arquitetos brasileiros e também referência no design de móveis contemporâneos. Quem gosta de Arquitetura e busca uma orientação de carreira pode se inspirar em suas obras, que são ao mesmo tempo simples e inusitadas, brincando com as curvas, principalmente em concreto.

O arquiteto estudou na Universidade de São Paulo em 1960 e é um dos nomes dessa área, com muitas premiações. Também é importante destacar o seu trabalho na comunidade de Heliópolis, São Paulo, onde ajudou na construção de moradias mais dignas, modificando a favela com novas formas e cores.

Outras obras de Ohtake são:

  • Hotel Unique, em São Paulo (SP);

  • Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo (SP);

  • Brasília Shopping and Towers, em Brasília (DF);

  • Embaixada Brasileira em Tóquio, no Japão;

  • Aquário do Pantanal, no Mato Grosso do Sul.

4. Rosa Kliass

Rosa Grena Kliass é uma arquiteta pioneira na área de paisagismo no Brasil, formada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Seu nome aparece em projetos paisagísticos da Avenida Paulista (1973) e na revitalização do Vale do Anhangabaú (1981), ambos em São Paulo.

Ainda na capital paulista, o projeto paisagístico para o Parque da Juventude (obra concluída em 2007) foi premiado pela Bienal de Arquitetura de Quito (Equador), em 2004 — uma das muitas premiações de sua carreira.

Kliass é fundadora e ex-presidente da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP). Outras obras da arquiteta são:

  • Parque Halfeld, em Juiz de Fora (MG);

  • Parque do Abaeté, em Salvador (BA);

  • Parque da Residência, em Belém (PA);

  • Estação das Docas, em Belém (PA);

  • Pátios do Museu de Arte Sacra, em Belém (PA).

5. Lina Bo Bardi

Se você fica boquiaberto com o Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista, precisa saber que a obra é de autoria de Lina Bo Bardi, uma arquiteta ítalo-brasileira.

Apesar de ter estudado na Universidade de Roma, na Itália, ela deixou seu legado na arquitetura moderna brasileira. Seu trabalho tem bastante influência da cultura popular e tem uma proposta diferente: a de unir os ambientes internos e externos, explorando materiais como o vidro e o concreto.

Um trabalho importante dela é o projeto da sua própria residência, no Morumbi (São Paulo), datada de 1951, que ficou famosa como a Casa de Vidro e hoje sedia o Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi.

Outras obras da arquiteta são:

  • restauração do Solar do Unhão, em Salvador (BA);

  • edifício do Sesc Pompéia, em São Paulo (SP);

  • Teatro Oficina, em São Paulo (SP).

6. Paulo Mendes da Rocha

Paulo Mendes da Rocha é também um dos grandes arquitetos brasileiros. O urbanista e professor tem reconhecimento internacional, sendo o representante da Escola Paulista de arquitetura brasileira. O destaque das suas obras é ter uma proposta “socialmente responsável”, sempre em busca de soluções para os problemas urbanos.

É graduado na Faculdade de Arquitetura do Mackenzie e ganhador dos prêmios Pritzker de Arquitetura (2006) e Imperial do Japão (2016).

Veja alguns trabalhos de Paulo Mendes da Rocha:

  • Reforma da Pinacoteca do Estado de São Paulo;

  • Casa do Butantã, em São Paulo (SP);

  • Capela de São Pedro, em Campos do Jordão (SP);

  • Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo (SP);

  • Cais das Artes, em Vitória (ES);

Se você quer desenvolver a carreira nessa área, precisa estudar mais a fundo os grandes arquitetos brasileiros, que se destacaram pela ousadia, criatividade e ao pensar em novas soluções para transformar as cidades.

Gostou de conhecer esses ícones da arquitetura nacional? Compartilhe essas informações com seus amigos nas redes sociais!

O que fazem e qual a importância dos tutores em EAD na graduação?

Com o final do Ensino Médio chegando, muitos alunos se questionam sobre o seu futuro profissional, não é verdade? Afinal, é necessário escolher seu curso superior, a instituição de ensino e a modalidade em que ele será realizado. Naturalmente, diversas dúvidas aparecem sobre o ensino presencial e a distância, como o papel dos tutores em EAD.

Essas figuras são essenciais para o desenvolvimento do aprendizado do aluno que opta pelo ensino a distância, já que eles garantem todo o apoio que você precisa para compreender os conteúdos e mandar bem nas provas. Diferentemente do ensino presencial, há uma distinção de funções entre o professor e o tutor — e é sobre isso que falaremos hoje.

Neste conteúdo, compartilhamos com você as principais informações sobre os tutores em EAD para você tirar todas as suas dúvidas sobre o assunto e escolher entre o ensino presencial e a distância com mais facilidade. Acompanhe!

Quem são os tutores em EAD?

Para compreender os papéis e responsabilidades dos tutores em ensino a distância, precisamos dar um passo para trás e entender a dinâmica desse tipo de curso. Diferentemente da modalidade presencial, o ensino EAD apresenta duas figuras de referência para os estudantes.

A primeira delas é o professor, que monta o conteúdo programático do semestre, ministra as aulas online e solicita as atividades e trabalhos avaliativos para os alunos. Com o ensino a distância, a relação entre professor e aluno tende a ser mais complexa, já que eles nem sempre conseguem estar em constante interação com sua turma.

É a partir daqui que surge, então, a segunda figura de referência: o tutor. Ele é responsável por realizar a ponte comunicativa e didática entre os professores e os alunos, solucionando as dúvidas dos estudantes, auxiliando-os no desenvolvimento das suas atividades e garantindo o entendimento do conteúdo.

De maneira simplificada, enquanto o professor é responsável pelo desenvolvimento do conteúdo ministrado, o tutor garante todas as outras tarefas que um professor normalmente teria no modelo presencial de ensino: oferecer suporte aos alunos, montar salas de bate-papo, responder e-mails, produzir conteúdos extras e corrigir provas.

Qual é o papel de um tutor na graduação a distância?

Já percebemos que o tutor tem um papel de destaque na instituição de ensino EAD, certo? Pois é, esse profissional muitas vezes garante o sucesso do processo de ensino e aprendizagem de toda a instituição, já que realiza uma ponte fundamental para os alunos e professores, principalmente no primeiro ano de faculdade.

Para os alunos, os tutores devem promover um espaço de construção coletiva de aprendizagem e conhecimento, utilizando as tecnologias da instituição para auxiliar seus estudos. Por outro lado, em relação à faculdade, o profissional deve reportar as dificuldades que os alunos vivenciaram durante o estudo e suas necessidades para ter uma aprendizagem mais eficaz.

Esse papel de mediador na relação entre os alunos e a instituição, bem como entre alunos e professores, demanda uma série de habilidades e competências para ser desempenhado com sucesso, como:

  • entender o funcionamento da pedagogia EAD e os conteúdos do curso;
  • dominar as formas de comunicação virtual e as plataformas utilizadas para conhecer o aluno a distância;
  • organizar o tempo dos encontros virtuais ou presenciais, assim como do acesso ao Moodle e outras plataformas de estudo;
  • dominar as habilidades de comunicação, promovendo o diálogo e debate saudável entre os alunos;
  • saber trabalhar com equipes multidisciplinares e resolver conflitos.

Como o tutor contribui para o sucesso dos alunos durante o curso?

Agora que você já sabe o que é um tutor e qual a sua responsabilidade na instituição de ensino, chegou a hora de compreender como ele contribui para o seu sucesso profissional. Afinal, sabemos que muitos alunos não tiram suas dúvidas ou são menos comunicativos em sala de aula, certo? Nesses casos, será mesmo que essa figura auxilia no desenvolvimento do aprendizado?

Bom, muitas das atividades realizadas pelos tutores são avaliadas e integradas ao sistema de notas dos alunos. Por exemplo, a participação de fóruns online de discussão é um método que os tutores podem utilizar para avaliar os alunos. Além de ser uma forma de potencializar o estudo de cada um, os tutores também capturam dados importantes relacionados à progressão do entendimento do conteúdo.

Indo mais além, a atuação desse profissional varia de acordo com a modalidade do curso. Assim, se é graduação semipresencial, algumas atividades podem ser feitas no próprio ambiente da faculdade, como encontros para tirar dúvidas ou para realizar debates. Por outro lado, se ela for totalmente online, o tutor só poderá ser acionado por meio dos espaços virtuais.

Dessa maneira, o componente interativo que falta na relação entre alunos e professores durante as aulas transmitidas por vídeos é compensado pelo tutor, que realiza uma comunicação direta com os alunos e torna seus estudos mais dinâmicos. Consequentemente, a sua aprendizagem é fortalecida e você consegue aumentar o rendimento nos estudos.

Como estabelecer um relacionamento com os tutores e extrair o melhor deles?

Já que o tutor assume uma postura importante de educador no processo de aprendizagem dos alunos, é natural se questionar sobre as melhores formas de estabelecer um bom relacionamento com ele. Afinal, é por meio desse contato que você conseguirá tirar todas as suas dúvidas sobre os conteúdos, além de informar suas necessidades e dificuldades relacionadas ao curso.

Para tanto, é fundamental conhecer os melhores canais de comunicação. Existem tutores que dedicam um endereço de e-mail exclusivo para o contato com seus alunos, enquanto outros optam pela conversa por meio da plataforma virtual da instituição. Identificar qual é a melhor forma para todos é o primeiro passo para fortalecer esse relacionamento, evitando ruídos na comunicação.

Com isso estabelecido, você pode elencar uma série de tópicos para debater com seu tutor. Por exemplo, caso algum conteúdo não fique claro, você pode sugerir debates, solicitar conteúdos extras para seu estudo ou sugerir melhorias, além de tirar as eventuais dúvidas. Isso tudo aproxima a relação de ambos e facilita a comunicação.

Além disso, ter em mente que o tutor estará à disposição para ajudar você com seus estudos já é uma excelente forma de iniciar um bom relacionamento. Contudo, é fundamental lembrar que, ainda que ele esteja presente, é responsabilidade do aluno aprofundar os conteúdos com seus estudos próprios para fortalecer sua aprendizagem, combinado?

Os tutores em EAD são figuras essenciais não só para os professores, mas principalmente para os estudantes. Responsáveis por solucionar as dúvidas dos alunos, propor melhorias didáticas e realizar atividades práticas e dinâmicas, eles garantem uma excelente ponte entre a instituição e o estudante para garantir a aprendizagem e o sucesso de todos.

E então, quer saber mais sobre o funcionamento da graduação? Entre em contato conosco e descubra quais são os nossos cursos!

Pensa em cursar Engenharia de Computação? Veja se é para você!

A carreira de Engenharia sempre foi muito respeitada e valorizada no mercado de trabalho. Acontece que depois de tantos anos, essa grande área se dividiu em várias vertentes que estudam conhecimentos específicos. Neste post, vamos falar da Engenharia de Computação, suas características e oportunidades.

Buscar conhecer o seu curso de interesse antes de começar a faculdade é a melhor coisa que qualquer estudante pode fazer. Afinal, essa é uma decisão importante e que precisa ser baseada em informações reais para que seja acertada.

Então, se você é uma das pessoas que querem conhecer um pouco mais do que faz um engenheiro de computação, não deixe de conferir este post!

Como é o curso de Engenharia de Computação?

A primeira etapa para se tornar um engenheiro da computação é justamente entrar no curso para iniciar os estudos. Normalmente, essa é uma graduação que dura em torno de 5 anos — ou 10 semestres —, e tem como objetivo oferecer todo o suporte necessário na preparação do profissional para o mercado de trabalho.

Assim, a identificação do estudante deve começar nas disciplinas ofertadas na faculdade, pois todo esse tempo dedicado aos estudos vai exigir a interação com cada assunto e o desenvolvimento de competências comuns à área. É claro que a preferência por algumas matérias acontece, ao mesmo tempo em que existem tópicos que precisam ser vistos por obrigação (e sem tanta paixão).

O que importa é que a grade curricular como um todo seja interessante e atraente, o que vai facilitar bastante a dedicação durante a vida acadêmica e profissional. Por isso, reunimos aqui as principais disciplinas da Engenharia de Computação, confira:

  • Cálculo;

  • Lógica e Programação;

  • Probabilidade e Estatística;

  • Álgebra;

  • Química;

  • Circuitos Elétricos;

  • Sistemas Digitais;

  • Programação;

  • Arquitetura de Computadores;

  • Teoria da Computação;

  • Engenharia de Software;

  • Banco de Dados;

  • Sistemas Operacionais;

  • Teoria de Redes;

  • Controle de Sistemas.

Embora cada instituição de ensino tenha certa liberdade para estruturar sua matriz curricular, esses são alguns dos tópicos mais comuns no curso. Podemos perceber claramente que se trata de uma formação das Ciências Exatas, o que geralmente demanda que o aluno tenha facilidade para lidar com números e bom raciocínio lógico.

As atividades são desenvolvidas de forma gradual, primeiro com a intenção de formar uma base para que o estudante consiga compreender os temas mais avançados. Nessa parte, as matérias predominantes são Matemática, Química e Física. Depois, os conteúdos específicos do universo da computação tomam conta.

Para conquistar o diploma, as faculdades costumam exigir a produção de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), a comprovação de horas dedicadas a atividades complementares e a realização do estágio supervisionado. Tudo isso contribui para o desenvolvimento profissional do estudante, e não apenas acadêmico.

Qual o perfil do estudante do curso?

Além de conferir a grade curricular do curso, outra curiosidade comum entre as pessoas com interesse em seguir uma determinada profissão é conhecer o perfil do estudante ou futuro profissional da área.

Contudo, é importante tomar um cuidado nesse momento: saber quais são as características de um engenheiro não quer dizer que você precisa identificá-las de imediato na sua personalidade. Muitas habilidades são construídas ao longo do tempo, especialmente durante a faculdade, e não é necessário viver essa cobrança de já entrar no curso preparado.

Assim como os conhecimentos são adquiridos aos poucos, tais características podem ser aprimoradas — e conhecê-las com antecedência ajuda a ter um plano de desenvolvimento mais focado, concorda? Então, aproveite para descobrir os traços típicos de um engenheiro da computação.

Afinidade com números

Esse é um dos atributos mais esperados para um engenheiro ou qualquer pessoa que escolha fazer um curso de Exatas — já que dentre todas as diferenças que eles possuem, a presença de números e cálculos é praticamente uma certeza.

Logo, é preciso estar disposto a passar por isso com tranquilidade, sabendo que em muitos momentos será preciso “quebrar a cabeça” com algarismos, fórmulas e tudo que faz parte desse universo. Muita gente já nasce com essa facilidade, mas, se esse não é o seu caso, não se desespere: tudo vai se resolver com uma boa dose de esforço.

Domínio de idiomas

Antes de pensar em trabalhar em uma multinacional ou até mesmo em uma empresa fora do país, você deve considerar o aprendizado de um segundo idioma para conseguir acompanhar o mercado da Engenharia.

Como grande parte das tecnologias são produzidas fora do Brasil, o domínio de uma língua estrangeira se faz indispensável — principalmente do inglês, que é considerado um meio de comunicação universal. Ter esse diferencial também será relevante para conquistar boas vagas no mercado de trabalho.

Se a língua inglesa já for uma habilidade dominada, vale a pena se dedicar a outro idioma. Assim, você pode aproveitar a chance de trabalhar em uma multinacional que envia seus funcionários para filiais em diferentes partes do mundo, por exemplo.

Capacidade de gestão e de trabalhar em equipe

Se engana quem pensa que um engenheiro de computação vai passar a vida atrás de uma tela de computador, resolvendo questões e sem ter que interagir com ninguém. A primeira parte do pensamento pode até ser verdade, pois é bem provável que o contato com a tecnologia esteja presente no seu dia a dia, mas não a segunda.

É comum que esse tipo de profissional trabalhe em equipe e faça parte de projetos em grupo. Isso envolve ter que conviver e cooperar com outras pessoas, sendo elas do mesmo segmento ou de áreas complementares. Para tanto, uma boa comunicação e habilidades comportamentais, como empatia ou resiliência, são essenciais.

Aqueles que desejam ocupar cargos mais privilegiados devem investir no desenvolvimento da sua capacidade de gestão e liderança, que vão torná-lo apto para comandar um time de trabalho. Aliás, essa é uma ótima sugestão de especialização.

Disposição para aprender continuamente

Essa é uma característica que podemos classificar como fundamental para o profissional de qualquer área. Vivemos hoje em um mundo que está em constante transformação e onde tudo acontece muito rápido. Sendo assim, a disposição para acompanhar toda essa evolução é uma exigência para quem não quer ficar desatualizado.

Não existe mais a possibilidade de ficar estagnado, até porque essa é uma atitude que coloca a sua carreira em risco. A internet facilitou o acesso à informação e a concorrência pode ser cruel com aqueles que não se dispuserem a aprender continuamente, fazer cursos, buscar informações etc.

Interesse por tecnologia

Para completar o perfil básico de um engenheiro de computação, não podia faltar o seu interesse por tecnologia. Esse, inclusive, pode ser o ponto de partida para despertar a vontade de seguir a carreira da Engenharia. De fato, o setor é muito dinâmico e acaba atraindo milhares de pessoas, mas exige envolvimento constante para acompanhar as tendências.

Quais as diferenças entre Engenharia de Computação e Engenharia de Software?

Já falamos que a Engenharia tem várias subdivisões e que isso é capaz de deixar qualquer estudante confuso, não é mesmo? Se ter uma grande variedade de alternativas facilita que você encontre aquela que mais combina com o seu perfil, por outro lado essa diversidade pode causar algumas dúvidas.

Uma delas é sobre as diferenças entre a Engenharia de Computação e a Engenharia de Software, que a princípio parecem áreas bem semelhantes. Ambas são ligadas à informática e, para escolher entre elas, é bom pesquisar quais são as suas diferenças.

Nesse caso, podemos adiantar que o foco dos dois cursos é distinto. Enquanto o aluno de Software se dedica ao aprendizado da programação desses sistemas e de todos os detalhes que isso pode envolver, os estudantes de Computação aprendem sobre software e outros temas, como microcontroladores, microprocessadores, circuitos, internet das coisas etc. Ou seja, é uma opção mais abrangente, embora muitas disciplinas sejam semelhantes ou parecidas.

E qual a diferença entre um cientista e um engenheiro da computação?

Outra dúvida com a qual um estudante interessado em computação pode se deparar durante o processo de definir uma graduação é diferenciar os cursos de Engenharia e Ciência da Computação. Como até os nomes são parecidos, é natural que qualquer pessoa fique confusa.

Na prática, enquanto os engenheiros ficam focados nos sistemas computacionais, os cientistas exploram mais a parte de programação (assim como os engenheiros de software) e de banco de dados. Quem opta pela Ciência da Computação tende a estudar mais os fundamentos teóricos dessa área, como algoritmos e modelos matemáticos que possam ter uma aplicação no mercado.

Uma dica para quem está incerto a respeito de formações semelhantes é conversar com profissionais de cada uma das suas áreas de interesse — ou até mesmo com alunos que estão cursando a faculdade (de preferência aqueles que já estão um pouco mais avançados nos estudos). Essa é uma boa forma de ter um contato mais próximo com a profissão e descobrir as suas particularidades.

Como é o mercado de trabalho para os profissionais?

Completando as informações, vamos falar de um aspecto muito importante para quem está decidindo uma carreira: o mercado de trabalho. Conhecer as perspectivas da profissão é algo que pode influenciar significativamente a escolha de alguém. Afinal, sabemos que a vocação é um fator crucial, mas que a maioria das pessoas precisa pensar no futuro e analisar quais são as oportunidades que cada área oferece.

A boa notícia para aqueles que estão interessados na Engenharia de Computação é que o mercado é aquecido e vários setores demandam esse tipo de profissional. Como a tecnologia evoluiu muito, praticamente todas as vertentes da indústria necessitam de trabalhadores que dominem seus recursos. Isso inclui empresas automobilísticas, farmacêuticas, alimentícias, petrolíferas, de telecomunicações, entre várias outras.

Até o mercado financeiro costuma contratar engenheiros para cuidar de sistemas internos e banco de dados. O comércio eletrônico é outro campo atrativo, já que milhares de transações comerciais hoje são realizadas pela internet e é preciso construir um suporte para que isso seja possível.

Além da oferta de empregos formais, outro caminho para o profissional é empreender. É possível ter o seu próprio negócio para prestar consultoria especializada e trabalhar como autônomo, ou ainda abrir uma empresa para operar nesse mercado. Ambas as situações podem ser uma forma de diversificar as fontes de renda e conquistar uma remuneração maior ao longo do tempo.

Falando em salário, segundo o Guia de Profissões e Salários da Catho, a média salarial de um engenheiro da computação no Brasil é de R$4.005,96. Porém, o valor pode variar bastante de acordo com fatores como cargo, região, empresa contratante, tempo de carreira, entre outros.

Quais são as áreas de atuação para o engenheiro de computação?

Como já dissemos, o engenheiro de computação tem um vasto campo de atuação, principalmente porque esse é um tipo de tecnologia utilizado em muitos setores — o que valoriza a formação do profissional.

Separamos algumas das possibilidades a seguir para que você conheça um pouco mais desse mercado de trabalho.

Gerenciamento de sistemas

Podemos dizer que grande parte das empresas hoje precisa contar com uma rede de computadores para viabilizar suas operações e, possivelmente, com um sistema interno para automatizar as tarefas e facilitar processos.

Diante disso, o profissional da computação pode ser responsável por cuidar e gerenciar toda essa parte para garantir que a equipe possa realizar seu trabalho.

Desenvolvimento de equipamentos

Outra chance é atuar na parte de hardware, participando do desenvolvimento de equipamentos e/ou da etapa de produção de máquinas tecnológicas que exigem um conhecimento especializado. Essa é uma área muito procurada pelos engenheiros que seguem um perfil de cientista e gostam de projetar, construir e testar objetos diferentes.

Desenvolvimento de programas

Embora não seja exatamente o foco dessa graduação, não dá para negar que uma pessoa formada em Engenharia da Computação é capaz de desenvolver programas para computadores e outros dispositivos eletrônicos. 

Enquanto alguns estudantes preferem a vertente do hardware, há quem goste mais de trabalhar com softwares. Nesse caso, as oportunidades costumam ser voltadas para o desenvolvimento de sistemas operacionais, aplicativos, jogos, plataformas virtuais e afins. Raciocínio lógico e criatividade são duas características relevantes nesse segmento.

Suporte técnico

Uma das capacidades comuns aos engenheiros é solucionar problemas sobre aquilo que eles dominam. Por isso, não é difícil que sejam alocados para cargos de manutenção e suporte para ajudar a manter tudo em pleno funcionamento.

Vendas e marketing

Quem não está por dentro do mercado pode não saber, mas os engenheiros frequentemente se destacam nos setores de marketing e comercial — sobretudo aqueles que têm uma boa comunicação e gostam de negociar. Nesse sentido, o conhecimento técnico é um diferencial que outros profissionais não possuem, o que ajuda nas vendas e colabora com o sucesso das empresas.

Os cargos administrativos também podem ser ocupados por profissionais da Engenharia. Isso geralmente acontece com pessoas que investem em uma especialização em gestão e áreas correlatas.

Carreira acadêmica

Em qualquer profissão, a carreira acadêmica é um caminho que pode ser seguido. No entanto, para ser um docente de nível superior é preciso investir em especializações stricto sensu, como os mestrados e doutorados.

Vale lembrar que, independentemente da área de atuação, todo engenheiro precisa ser registrado no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) para exercer sua profissão legalmente no nosso país. Aqueles que desempenham atividades técnicas precisam do registro, o que não é uma exigência para a classe de professores.

Como escolher uma boa instituição de ensino para fazer o curso de Engenharia de Computação?

Para finalizar as dicas e ajudar quem está disposto a se formar como um engenheiro de computação, vamos passar para a parte prática. Não é novidade para ninguém que um ensino de qualidade faz toda a diferença na formação do estudante e no seu preparo para enfrentar o mercado de trabalho, certo?

Por conta disso, a escolha da instituição de ensino deve ser feita com muita cautela para começar a construir a sua carreira da melhor forma, garantindo uma instrução diferenciada e um nome de peso para agregar ao currículo. Confira quais são as nossas sugestões para não errar nessa hora.

Conheça a estrutura oferecida

Uma das primeiras preocupações é conhecer como é a faculdade, não é mesmo? Afinal, esse é o lugar que você passará boa parte do seu tempo nos próximos anos. Sendo assim, uma visita ao campus é uma ótima forma de ver de perto como são as dependências da instituição.

Fique de olho, por exemplo, nos laboratórios e equipamentos, já que uma graduação de Engenharia normalmente exige essa infraestrutura tecnológica para dar suporte ao processo de aprendizagem.

Mesmo que a sua opção for por um curso a distância, tente conhecer o espaço físico que funciona como polo de apoio do aluno e a ferramenta online que vai ser utilizada como plataforma de estudo.

Além da estrutura física ou virtual, busque se informar sobre as oportunidades oferecidas pela instituição. Convênios com empresas para estágio e parcerias com outras faculdades no mundo para intercâmbios culturais são exemplos de diferenciais interessantes.

Pesquise sobre a credibilidade da instituição

Outro detalhe que não pode passar despercebido na sua análise é a credibilidade da instituição de ensino. Se quiser um diploma reconhecido e válido em todo o país, é necessário que a faculdade e o curso sejam credenciados pelo Ministério da Educação (MEC).

Inclusive, o próprio órgão divulga índices de avaliação para os dois, o que pode ser uma ótima referência se você não conhece nenhum ex-aluno para obter informações. De toda forma, na internet é possível conseguir algumas opiniões para auxiliar na sua escolha. O nível de empregabilidade dos estudantes do curso é uma boa sugestão de pesquisa.

Verifique a grade curricular do curso

Já falamos da importância de examinar a grade curricular do curso, mas não custa reforçar por que vale a pena fazer isso. Como as matérias oferecidas podem variar entre as instituições, pode ser que um curso seja mais agradável para o seu perfil do que outros que têm um foco um pouco diferente.

Assim, verifique todas as disciplinas para saber de antemão o que será estudado e não criar falsas expectativas, aproveitando para conferir quais são as regras da instituição para que um aluno conclua a formação.

Procure saber o nível do corpo docente

Além de uma infraestrutura de qualidade e de um planejamento curricular interessante, não podemos esquecer que o nível do corpo docente é mais um aspecto importante. Afinal, poder contar com profissionais experientes e dedicados favorece a dinâmica de ensino.

Portanto, não há nenhum problema em procurar saber quem são os professores e coordenadores do curso — e essa é uma informação que pode ser conseguida com a própria instituição, além de ferramentas como a Plataforma Lattes.

Enfim, fazer essa pesquisa prévia vai aumentar as chances de você tomar uma decisão acertada, escolhendo um curso e uma faculdade que atendam às suas expectativas.

Que opções de especialização o engenheiro encontra no mercado de ensino?

Para finalizar, vamos deixar algumas sugestões de especialização que o engenheiro pode optar após concluir sua graduação. Vale reforçar que escolher uma área de interesse e apostar na educação continuada será importante para abrir portas no mercado de trabalho.

Quem quiser focar em software deve encontrar várias opções de cursos, inclusive alguns direcionados para segmentos específicos — como jogos, sistemas e até aplicativos educacionais.

Outra oportunidade é especializar-se em Segurança da Informação, uma área que vem crescendo em todo o mundo. O objetivo é preparar alunos para atuarem como protetores de dados e informações dentro das mais diversas organizações.

Para completar as recomendações, existem os campos de gestão, automação, telecomunicações, microeletrônica e novas tecnologias (como inteligência artificial). A dica para definir uma especialização é pesquisar sobre diferentes áreas e procurar ter contato com cada uma delas para identificar a melhor alternativa para o seu perfil.

Agora já podemos dizer que você está bem informado sobre o curso de Engenharia de Computação, não é verdade? Tomara que todas essas informações sirvam como motivação para você iniciar a sua trajetória profissional escolhendo uma formação de qualidade e nunca perder a vontade de continuar se desenvolvendo mais e mais!

Que tal conferir outros detalhes da graduação da UCL? Entre no nosso site para tirar todas as dúvidas e faça sua inscrição para se tornar o mais novo futuro engenheiro!

Dia Internacional da Mulher

No dia em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, constatamos que, desde a década de 70, as mulheres vêm conquistando um espaço maior no Mercado de Trabalho.

Com qualidades ímpares, como capacidade de trabalho em equipe, persuasão e cooperação, dentre outras, as mulheres se destacam e imprimem sua marca em um Mercado dominado, até então, pelos homens.

Um fenômeno sem fronteiras e constatado por inúmeras pesquisas é que o número de mulheres na liderança das organizações vem crescendo exponencialmente.

“No Brasil, as mulheres são 41% da força de trabalho, mas ocupam somente 24% dos cargos de gerência. O balanço anual da Gazeta Mercantil revela que a parcela de mulheres nos cargos executivos das 300 maiores empresas brasileiras subiu de 8%, em 1990, para 13%, em 2000. No geral, entretanto, as mulheres brasileiras recebem, em média, o correspondente a 71% do salário dos homens.“

De acordo com o IBGE, a projeção para 2020 do número de mulheres é de 51,11%, contra 48,89% de homens. Além de serem maior quantidade, elas obtêm os empregos com maior facilidade do que os homens e, da mesma forma, seus rendimentos crescem mais rápido. Assim, elas vão conseguindo, cada vez mais, uma posição de destaque.

O desafio delas é ainda maior, pois, além da jornada de trabalho, em geral, elas são responsáveis pela jornada doméstica e cuidam da casa e dos filhos com maior afinco do que os homens. Ainda assim, elas viram sua participação no mercado aumentar, bem como sua escolaridade e sua renda e, em breve, serão em maior número na força de trabalho mundial.

Segundo Mariana Deperon, sócia-fundadora da Tree Diversidade, “os líderes possuem uma tarefa importante: a de escutar e apoiar os programas e movimentos em prol da gualdade de gênero, de forma genuína, inclusive por meio de suporte a ações efetivas que coíbam desigualdades, preconceitos e práticas ilegais, como o assédio sexual.”

O desafio para elas nunca foi motivo para desistirem e, ao contrário, elas vão em frente, conquistam seu espaço no mercado de trabalho e ainda são donas de casa, mães, esposas, guerreiras e felizes.

É por tudo isso que comemoramos, nesta data, todas as suas conquistas. Esse dia também serve como momento de reflexão sobre a sua importância na vida das pessoas e no progresso da humanidade. Dia 08 de março, dia Internacional da Mulher.